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domingo, 22 de dezembro de 2013

[ZP131222] O mundo visto de Roma


[ZP131222] O mundo visto de Roma

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O mundo visto de Roma

Serviço semanal - 22 de Dezembro de 2013

Papa Francisco

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Igreja e Religião

Comunicar a fé hoje

Homens e Mulheres de Fé

  • Um novo santo jesuíta: Pedro Fabro
    O papa autorizou também a promulgação dos decretos sobre o milagre atribuído à intercessão de Maria Teresa Demjanovich e sobre as virtudes heroicas de Emanuel Herranz Establés e Jorge Ciesielski

Espiritualidade

Análise

  • Feliz Natal, Beirute, cidade sorriso!
    O Líbano deveria ser visto na Europa como um país de diversidade, importante para o futuro da humanidade. Mas só os conflitos e atentados monopolizam a atenção pública.

Flash


Papa Francisco


Papa Francisco: "José, homem fiel e justo que preferiu acreditar no Senhor"
Palavras do Papa Francisco durante o Angelus
Por Redacao
ROMA, 22 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Publicamos a seguir as palavras que o Santo Padre pronunciou hoje às 12hs, antes e depois da oração do Angelus, aos fieis e peregrinos reunidos na praça de São Pedro:
***
Queridos irmãos e irmãs, bom dia !
Neste quarto domingo de Advento, o Evangelho nos narra os acontecimentos que precederam o nascimento de Jesus, e o evangelista Mateus nos apresenta do ponto de vista de São José, o prometido esposo da Virgem Maria.
José e Maria moravam em Nazaré; ainda não moravam juntos, porque o matrimônio ainda não tinha sido concluído. Enquanto isso, Maria, depois de ter acolhido o anúncio do Anjo, ficou grávida por obra do Espírito Santo. Quando José percebeu este fato, ficou confuso. O Evangelho não explica quais eram os seus pensamentos, mas nos diz o essencial: ele procura fazer a vontade de Deus e está pronto para a renúncia radical. Em vez de se defender e fazer valer os seus direitos, José escolhe uma solução que representa para ele um enorme sacrifício. E o Evangelho diz: "Porque era um homem justo e não queria acusá-la publicamente, resolveu deixá-la em segredo" ( 1, 19).
Esta pequena frase resume um verdadeiro drama interior, se pensarmos no amor que José tinha por Maria! Mas, mesmo em tal circunstância, José pretende fazer a vontade de Deus e decide, sem dúvida com grande dor, abandonar Maria em segredo. Devemos meditar nessas palavras, para entender a prova que José teve que enfrentar nos dias que precederam o nascimento de Jesus. Uma prova parecida com aquela do sacrifício de Abraão, quando Deus lhe pediu seu filho Isaque (cf. Gn 22): renunciar à pessoa mais preciosa, à pessoa mais amada.
Mas, como no caso de Abraão, o Senhor interveio: ele encontrou a fé que buscava e abre um caminho diferente, um caminho de amor e felicidade: "José – lhe diz – não temas receber Maria, como sua esposa. De fato, a criança que nela foi gerada vem do Espírito Santo" (Mt 1, 20).
Este Evangelho nos mostra toda a grandeza de alma de São José. Ele estava seguindo um bom projeto de vida, mas Deus reservou para ele um outro projeto, uma missão maior. José era um homem que sempre dava ouvidos à voz de Deus, profundamente sensível à sua vontade secreta, um homem atento às mensagens que lhe vinham do profundo do coração e do alto. Não ficou obstinado em perseguir aquele seu projeto de vida, não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma, mas estava preparado para colocar-se à disposição da novidade que, de forma desconcertante, era-lhe apresentada. Era assim, era um homem bom. Não odiava, e não permitiu que o rancor lhe envenenasse a alma. Mas quantas vezes em nós o ódio, a antipatia também, o rancor nos envenenam a alma! E isso faz mal. Não permiti-lo nunca: ele é um exemplo disso. E assim, José se tornou ainda mais livre e grande. Aceitando-se de acordo com o projeto do Senhor, José encontra plenamente a si mesmo, além de si. Esta sua liberdade de renunciar ao que é seu, e esta sua plena disponibilidade interior à vontade de Deus, nos interpelam e nos mostram o caminho.
Nos dispomos agora a celebrar o Natal contemplando Maria e José: Maria, a mulher cheia de graça que teve a coragem de confiar totalmente na Palavra de Deus; José, o homem justo e fiel que preferiu acreditar no Senhor, em vez de ouvir as vozes da dúvida e do orgulho humano. Com eles, caminhamos junto rumo a Belém.
Depois do Angelus
Leio ali, escrito grande: "Os pobres não podem esperar". Que bonito! E isso me faz pensar que Jesus nasceu em um estábulo, não nasceu em uma casa. Depois teve que fugir, ir ao Egito para salvar sua vida. Finalmente, voltou para sua casa em Nazaré. E eu penso hoje, também lendo este escrito, em tantas famílias sem casa, seja porque nunca a tiveram, seja porque a perderam por tantos motivos. Família e casa vão juntos. É muito difícil levar adiante uma família sem habitar em uma casa. Nestes dias de Natal, convido a todos – pessoas, entidades sociais, autoridades – a fazer todo o possível para que cada família possa ter uma casa.
Saúdo com afeto a todos vós, queridos peregrinos de vários países para participar deste encontro de oração. O meu pensamento vai às famílias, aos grupos paroquiais, às associações e aos fieis individualmente. Em particular, saúdo a comunidade do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras, a Banda de música de San Giovanni Valdarno, os jovens da paróquia São Francisco Nuovo em Rieti, e os participantes do revezamento que começou em Alexandria e chegou a Roma para testemunhar o compromisso com a paz na Somália.
A todos da Itália que se reuniram hoje para manifestar o seu compromisso social, desejo dar uma contribuição construtiva, rejeitando as tentações do confronto e da violência, e seguindo sempre o caminho do diálogo, defendendo os direitos.
Desejo a todos um bom domingo e um Natal de esperança, de justiça e de fraternidade. Bom almoço e nos vemos!
(Tradução Thácio Siqueira)
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França: Le Monde elege o papa Francisco como personalidade do ano de 2013
O jornal observa que, para os crentes o papa representa a alegria de recuperar as origens da mensagem cristã
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O jornal francês Le Monde escolheu nesta sexta-feira o Papa Francisco como personalidade do ano de 2013, e escolheu para ilustrar a capa uma das canecas com o seu rosto que se vendem ao redor do Vaticano.
O suplemento semanal do vespertino salientou que neste momento "não é absurdo falar de 'papamania'", e elogiou a mensagem de modernidade que encarna o pontífice argentino.
"Entre os crentes, está sem dúvida a alegria de recuperar as origens da mensagem cristã. (...) Os outros são seduzidos por algo que se parece com a modernidade, pelo menos no discurso", disse Le Monde para explicar a sua decisão.
De acordo com este jornal francês, Francisco, que levou ao Vaticano "um novo estilo", o da simplicidade e da entrega, supõe também "uma espécie de esperança", a de pensar que "é possível que uma instituição se reforme e mude, e que o seu representante encarne essa mensagem".
O Santo Padre se impôs como personagem do ano tanto entre a redação do jornal como entre aqueles que o escolheram por meio da internet, e superou com os seus votos o ex analista da Agência de Segurança Nacional (NSA), Edward Snowden e a ministra galega de Justiça, Christiane Taubira.
O pontífice também foi escolhido Personalidade do Ano no 11 de dezembro pela revista Time, que o chamou "o Papa do Povo", e destacou os seus esforços por modernizar a Igreja Católica a partir do momento que ele foi eleito, no março passado.
(RED.TS)
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O papa incentiva as crianças da Ação Católica a serem pedras vivas unidas a Jesus
Jesus ama vocês, quer ser seu amigo e os convida a transmitir essa alegria em todos os lugares
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O santo padre recebeu hoje as crianças da Ação Católica Italiana (AC), que transmitiram a ele as felicitações natalinas de todo o movimento.
Francisco afirmou que a AC é "uma bela realidade, difundida e presente em quase todas as dioceses da Itália. Eu incentivo todos vocês a serem sempre pedras vivas na Igreja, unidas a Jesus".
Francisco recordou que o caminho deste ano para a AC "quer descobrir Jesus como uma presença amiga na vida de vocês". Por isso, o santo padre explicou que "o Natal é precisamente a festa da presença de Deus que vem até nós para nos salvar. O nascimento de Jesus não é um conto de fadas!", exclamou. O papa lembrou que "a fé nos faz reconhecer naquele Menino, nascido da Virgem Maria, o verdadeiro Filho de Deus, que, por amor a nós, se fez homem".
Francisco explicou também que "no rosto do pequeno Jesus contemplamos o rosto de Deus, que não se revela na força, no poder, mas na fragilidade de um recém-nascido". Este Menino "mostra a fidelidade e a ternura do amor sem limites com que Deus cerca cada um de nós". E é por isso que se festeja o Natal, "revivendo a mesma experiência dos pastores de Belém". O pontífice disse ainda que "junto com tantos pais e mães que trabalham duro todo dia enfrentando sacrifícios; junto com os pequenos, com os doentes, com os pobres, nós fazemos festa".
Ao terminar o discurso, o santo padre recordou às crianças que Jesus as ama muito e quer ser seu amigo. O papa perguntou se elas acreditam nisso e disse que, se acreditam, "com certeza saberão transmitir a alegria desta amizade em todos os lugares: em casa, na paróquia, na escola, no meio dos amigos".
O santo padre também perguntou: "E com os inimigos, com aqueles que não amam vocês? O que fazer? Quem sabe me dizer? O que devemos fazer? Guerra? Triste, triste. Temos que rezar por eles! Para ficar perto de Jesus, temos que ser bondosos com eles".
O santo padre enfatizou que, deste modo, eles darão testemunho de Jesus, comportando-se como verdadeiros cristãos, "preparados para ajudar quem precisa". O papa perguntou de novo: "E se aquele que não gosta de você precisar de ajuda, você vai dar uma mão a ele? Ah, vocês não têm certeza, não é? Sim! Sem julgar os outros, sem falar mal. É feio falar mal do outros. As fofocas são cristãs ou não? Não! Falar mal dos outros é uma oração?... Não! Falar mal dos outros é uma coisa ruim. Nunca devemos falar mal dos outros. E temos que começar desde já: nunca falar mal dos outros".
No final, o santo padre se despediu e desejou para as crianças "um bom caminho, sempre unidos a Jesus. Confio vocês a Nossa Senhora. Abençoo vocês junto com os seus familiares, educadores, orientadores e com todos os amigos de Ação Católica. Crianças, feliz Natal e rezem por mim!".
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Homilia do Papa Francisco: O mistério alardeado não é cristão
Depois de explicar que o encontro com Deus só pode ser entendido no silêncio, o papa nos convida a imitar o exemplo de Maria
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Só o silêncio guarda o mistério do caminho que o homem trilha com Deus, disse o papa Francisco na homilia desta sexta-feira, durante a missa celebrada na Casa Santa Marta. Que Deus nos dê "a graça de amar o silêncio", que precisa ser "guardado" longe de toda "publicidade", pediu ele.
Na história da salvação, nem o clamor nem a teatralidade, mas a sombra e o silêncio são os "lugares" que Deus escolheu para se manifestar ao homem. Fronteiras evanescentes, nas quais o seu mistério já assumiu forma visível, fazendo-se carne. A reflexão do pontífice baseou-se na anunciação, proposta pelo evangelho de hoje, em especial a passagem em que o anjo diz a Maria que o poder do Altíssimo a "cobrirá com a sua sombra", o que lembra também "a nuvem com que Deus tinha protegido os judeus no deserto".
"Deus sempre cuidou do mistério. Um mistério alardeado não é cristão, não é o mistério de Deus: é um mistério falso! E o mistério de Deus é aquele que envolve Maria, quando ela recebe o seu Filho: a maternidade virginal é envolta em mistério. Fica envolta a vida toda! E ela sabia. Essa sombra de Deus, em nossa vida, nos ajuda a descobrir o nosso mistério: o mistério do nosso encontro com Deus, o mistério do caminho da nossa vida com nosso Senhor (...) Cada um de nós sabe como Deus age misteriosamente em nosso coração, em nossa alma".
E qual é "a nuvem, a potência, o estilo do Espírito Santo para envolver o nosso mistério? Essa nuvem, em nós, na nossa vida, se chama silêncio: o silêncio é precisamente uma nuvem que envolve o mistério da nossa relação com Deus, da nossa santidade e dos nossos pecados. Aquele mistério que não podemos explicar. Guardar o mistério com o silêncio! Essa é a nuvem, essa é a potência de Deus para nós, essa é a força do Espírito Santo".
A Mãe de Jesus foi o ícone perfeito do silêncio, desde o anúncio da sua excepcional maternidade até o Calvário. "Eu penso", disse o papa, "em quantas vezes ela se calou e em quantas vezes ela não disse o que sentia, para preservar o mistério da relação com o seu Filho", até o silêncio mais duro, "aos pés da Cruz".
"O Evangelho não nos diz nada: se ela falou alguma palavra ou não... Era silenciosa, mas, dentro do coração, quantas coisas ela devia falar com Deus! 'Tu me disseste que ele ia ser grande; tu me disseste que darias a ele o Trono de Davi, seu pai, que ele reinaria para sempre, e agora ele está aqui [na cruz]!'. Maria era humana! E talvez ela sentisse o desejo de dizer: 'Era mentira! Eu fui enganada!'. João Paulo II meditava nisso ao falar de Maria naquele momento. Mas ela, com o silêncio, envolveu o mistério que não entendia, e, com aquele silêncio, deixou que o mistério crescesse e florescesse na esperança".
"É o silêncio o que guarda o mistério". O mistério "da nossa relação com Deus, do nosso caminho, da nossa salvação, não pode ser alardeado, publicitado". Que nosso Senhor "nos dê a graça de amar o silêncio, de buscá-lo e de ter um coração guardado pela nuvem do silêncio".
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Como São Francisco: degustar o mistério do Natal com os olhos e com os lábios
Última pregação do advento: pe. Cantalamessa analisa a humildade da encarnação a partir do ponto de vista do Pobrezinho de Assis e nos convida a "amar, socorrer e evangelizar" os pobres
Por Salvatore Cernuzio
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Terceira e última pregação do advento, feita pelo pe. Raniero Cantalamessa.
Depois de abordar a figura de São Francisco e de explicar como a Igreja inteira foi reformada graças àquele humilde frade, o pregador da Casa Pontifícia agora analisa o mistério do Natal, daquele "pobre Rei recém-nascido" encarnado na pequena cidade de Belém.
O capuchinho lembrou ainda a tradição do presépio, criado pelo Santo de Assis na cidade de Greccio, e salientou que ele "nos ajuda a integrar a visão ontológica da encarnação com a visão mais existencial e religiosa".
"Não importa apenas saber que Deus se fez homem", disse Cantalamessa, mas também "saber que tipo de homem ele se fez". Entre São João e São Paulo já se percebem perspectivas diferentes, embora complementares, do evento da encarnação. Para João, "o Verbo se fez carne"; para Paulo, "Cristo, sendo rico, se fez pobre". São Francisco "se alinha com São Paulo", porque, "mais do que na realidade ontológica da humanidade de Cristo, ele insiste, até a comoção, na humildade e na pobreza dela".
Segundo as fontes, "a humildade da encarnação e a caridade da paixão" tinham o poder de levar o santo de Assis até as lágrimas. Uma vez, um frade lhe recordou, durante almoço, da pobreza e da indigência da Virgem Maria e do seu Filho. São Francisco imediatamente se levantou da mesa, explodiu em soluços de dor e, com as lágrimas lhe escorrendo pelo rosto, comeu o resto do pão sobre a terra nua. "O santo padroeiro da Itália devolveu 'carne e sangue' aos mistérios do cristianismo, tantas vezes 'desencarnados' e reduzidos a conceitos e silogismos". A sua distinção "entre o fato da encarnação e o modo da encarnação", disse o pregador da Casa Pontifícia, "lança luz sobre o problema atual da pobreza e da postura dos cristãos perante ela".
Em sua encarnação, Cristo "assumiu, de forma muito especial, o pobre, o humilde, o sofredor, a ponto de se identificar com eles". No pobre há uma presença "real" de Cristo, não, é claro, como na Eucaristia, mas do jeito que Jesus disse: "Aquele certo alguém necessitado de um pouco de pão, aquele idoso que morria enrijecido de frio na calçada, era eu". Cantalamessa prosseguiu: "Não acolhe plenamente a Cristo quem não está disposto a acolher o pobre com quem Cristo se identificou". O pobre é um "vigário passivo de Cristo", no seguinte sentido: "aquilo que se faz ao pobre é como se fosse feito a Cristo".
É por isso que João XXIII, no concílio, cunhou a expressão "Igreja dos pobres", indicando que "todos os pobres do mundo, batizados ou não, fazem parte da Igreja". Segue-se que o papa é o "pai dos pobres" e é "uma alegria ver como este papel tem sido levado a sério pelos últimos papas", em particular pelo papa atual.
No entanto, constatou o pregador, "nós temos a tendência de colocar paredes de vidro duplo entre nós e os pobres. Vemos os pobres andando, se agitando, gritando por trás da tela da televisão, nas páginas dos jornais e nas revistas missionárias, mas o seu clamor nos chega como de muito longe. Não penetra o nosso coração". As palavras "pobre", "imigrante", provocam, nos países ricos, "o mesmo efeito que provocava nos antigos romanos o grito de "bárbaros": o desconcerto, o pânico".
"Nós lamentamos e protestamos pelas crianças impedidas de nascer, mas não deveríamos fazer o mesmo pelos milhões de crianças que nascem e são condenado à morte pela fome, pela doença, forçadas a ir para a guerra e a matar umas as outras em nome de interesses que não são alheios a nós, dos países ricos?".
Devemos protestar não só "pelos idosos, pelos doentes, pelos deformados que a eutanásia ajuda a matar", mas também "pelos idosos que morrem de frio ou que são abandonados à própria sorte".
O primeiro passo, portanto, é "superar a indiferença e a insensibilidade, é perceber os pobres". Três palavras são essenciais: "amá-los, socorrê-los, evangelizá-los". Amá-los no sentido de "respeitar e reconhecer a sua dignidade", a exemplo de santos como São Francisco, São Vicente de Paulo e Santa Teresa de Calcutá, "cujo amor pelos pobres foi o caminho da sua santidade". Os pobres "não merecem só a nossa simpatia, mas também a nossa admiração", porque "eles são os verdadeiros campeões da humanidade". Nós distribuímos tantos troféus e medalhas de ouro para quem simplesmente pulou um centímetro a mais do que o outro, mas não levamos em nenhuma consideração "os saltos mortais, as provas de força, os slalom de que os pobres são capazes tantas vezes" para sobreviver.
Ao dever de amar os pobres, segue o de socorrê-los. "De que adianta ter pena de um irmão ou de uma irmã carente de roupa e de alimento e só dizer 'Coitado, como você sofre! Vá, se aqueça, coma!', sem lhe dar nada para se aquecer e para comer?", perguntou o padre Cantalamessa, ecoando as palavras de São Tiago: "a compaixão, assim como a fé, sem obras é morta". E acrescentou que, "no dia do juízo, Jesus não dirá: 'Eu estava nu e tivestes pena de mim', mas 'Eu estava nu e me vestistes'. Não devemos culpar a Deus pela miséria do mundo, mas a nós mesmos".
Hoje não basta "a simples esmola": podem ser feitas muitas coisas "para socorrer" os pobres e "promover a sua ascensão". Entre elas, evangelizar: "Não podemos permitir que a nossa má consciência nos leve a cometer a enorme injustiça de privar da boa notícia aqueles que são os primeiros e mais naturais destinatários dela", afirmou Cantalamessa. "A ação social deve acompanhar a evangelização, nunca substituí-la". Os pobres "têm o direito sacrossanto de ouvir o evangelho na sua totalidade, e não numa edição resumida ou controversa".
Para finalizar, o pe. Raniero voltou a refletir sobre Francisco de Assis e explicou que, para ele, o Natal não era "apenas uma oportunidade de chorar a pobreza de Cristo", mas uma festa que "fazia explodir toda a capacidade de exultação que havia em seu coração. No Natal, ele fazia loucuras literalmente, se tornava uma daquelas crianças que ficam sempre com os olhos cheios de maravilhamento diante do presépio, e, toda vez que dizia 'Jesus' ou 'Menino de Belém', passava a língua pelos lábios como a saborear e reter toda a doçura daquelas palavras". Nós também, convidou Cantalamessa, podemos saborear os sentimentos de São Francisco.
O capuchinho encerrou suas palavras recitando os versos de um popular canto natalino italiano, "Tu scendi dalle stelle" [Tu desces das estrelas], musicado por Santo Afonso Maria de Ligório, e propondo: "Deixemo-nos comover pela mensagem simples, mas essencial" deste canto.
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Papa Francisco: a humildade nos torna fecundos, a soberba estéreis
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - "A humildade é necessária para a fecundidade". Foi o que destacou o Papa Francisco na Missa desta manhã de quinta-feira, na Casa Santa Marta. O Santo Padre afirmou que a intervenção de Deus vence a esterilidade da nossa vida e a torna fecunda. Em seguida, chamou a atenção para o comportamento de soberba que nos tornam estéreis.
Tantas vezes, na Bíblia, encontramos mulheres estéreis às quais o Senhor dá o dom da vida. Francisco iniciou assim a sua homilia comentando as leituras do dia e especialmente o Evangelho de hoje que fala de Isabel que era estéril e que teve um filho, João. "A partir da impossibilidade de dar vida - constatou o Papa - vem a vida". E isso, prosseguiu, também "aconteceu não a mulheres estéreis", mas que "não tinham esperança de vida", como Noemi que acabou tendo um neto:
"O Senhor intervém na vida dessas mulheres para nos dizer: 'Eu sou capaz de dar vida'. Também nos Profetas há a imagem do deserto, a terra deserta incapaz de fazer crescer uma árvore, uma fruta, de fazer brotar alguma coisa. 'Mas o deserto será como uma floresta - dizem os profetas - será grande, florescerá'. Mas o deserto pode florescer? Sim. A mulher estéril pode dar à luz? Sim. A promessa do Senhor: Eu posso! Eu posso da secura, da secura de vocês, fazer crescer a vida, a salvação! Eu posso da aridez fazer crescer os frutos!"
E a salvação, afirmou o Papa Francisco, é isso: "É a intervenção de Deus que nos torna fecundos, que nos dá a capacidade de dar vida". Nós, advertiu o Santo Padre, "não podemos fazer isso sozinhos". Mesmo assim, acrescentou, "muitos provaram pensar na nossa capacidade de se salvar":
"Até mesmo os cristãos, hein! Pensemos nos pelagianos, por exemplo. (segundo os pelagianos, o homem era totalmente responsável por sua própria salvação e minimizava o papel da graça divina). Tudo é graça. É a intervenção de Deus que traz a salvação. É a intervenção de Deus que nos ajuda no caminho da santidade. Somente Ele pode. Mas, nós o que fazemos? Em primeiro lugar: devemos reconhecer a nossa secura, a nossa incapacidade de dar vida.
Reconhecer isso. Em segundo lugar, pedir: "Senhor, eu quero ser fecundo. Eu quero que a minha vida dê vida, que a minha fé seja fecunda e vá avante e possa transmiti-la aos outros'. 'Senhor, eu sou estéril, eu não posso, Tu podes. "Eu sou um deserto: eu não posso, Tu podes'".
E essa, acrescentou, pode ser precisamente a oração destes dias antes do Natal. "Pensemos - observou – a como os soberbos, aqueles que acreditam que podem fazer tudo sozinhos, são atingidos". O Papa voltou seus pensamentos para Micol, filha de Saul. Uma mulher, recordou, "que não era estéril, mas era soberba, e não entendia o que era louvar a Deus", ao contrário, "ria do louvor". "E foi punida com a esterilidade":
"A humildade é necessária para a fecundidade. Quantas pessoas acreditam serem justas, como ela, e no fim são pobrezinhas. A humildade de dizer ao Senhor: 'Senhor, sou estéril, sou um deserto e repetir nestes dias as belas antífonas que a Igreja nos faz rezar: ' Ó filho de Davi, ou Adonai, ou Sabedoria, ou raiz de Jesse, ou Emmanuel..., venha nos dar vida, venha nos salvar, porque só Tu podes, eu não posso!' E com esta humildade, a humildade do deserto, a humildade de alma estéril, receber a graça, a graça de florescer, de dar frutos e dar vida".
(Fonte: RADIO VATICANO / SP)
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Francisco telefona para Bento XVI e o felicita pelo Natal
Este é o primeiro Natal que o papa argentino vive no Vaticano
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O papa Francisco telefonou para o seu predecessor, o papa emérito Bento XVI, e o felicitou por ocasião do Natal. Durante a conversa telefônica, eles intercambiaram saudações e felicitações. O pe. Federico Lombardi, diretor da assessoria de imprensa do Vaticano, divulgou a informação.
Não é a primeira vez que o pontífice argentino liga para o papa emérito. Em 19 de março, por exemplo, Francisco telefonou para Bento a fim de parabenizá-lo pelo seu onomástico, além de lhe manifestar a sua gratidão pessoal e a de toda a Igreja pelo seu serviço no pontificado.
Bento XVI vive hoje no mosteiro Mater Ecclesiae, dentro do Vaticano, desde 2 de maio, data em que voltou de Castel Gandolfo, onde tinha passado as primeiras semanas após a renúncia.
No voo de volta da JMJ do Rio de Janeiro, Francisco declarou que "existe algo que qualifica a minha relação com Bento: eu gosto muito dele. Sempre gostei muito, para mim ele é um homem de Deus, um homem humilde, que reza. Fiquei muito feliz quando ele foi eleito papa. Quando ele renunciou, para mim foi um exemplo de um grande homem, de um homem de Deus. Agora ele vive no Vaticano e alguns me dizem: "Mas como é que pode isso, dois papas no Vaticano, não é um incômodo, ele não faz uma revolução contra você?". Eu tenho uma frase para isto: é como ter o avô em casa, mas o avô sábio; numa família, o avô está em casa, é venerado, é amado, é escutado. Se eu tiver alguma dificuldade ou algo que eu não entenda, posso consultá-lo. E quando fui conversar com ele sobre esse problema grande do Vatileaks, ele me falou tudo com grande simplicidade".
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Texto da catequese do Papa Francisco na audiência da quarta-feira
O Papa explica que o natal é a festa da confiança e da esperança, que supera o pessimismo.
Por Redacao
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Queridos irmãos e irmãs bom dia,
Este nosso encontro se desenvolve no clima espiritual do Advento, tornado ainda mais intenso pela Novena do Santo Natal, que estamos vivendo nestes dias e que noz conduz às festas natalícias. Por isso, hoje gostaria de refletir convosco sobre o Natal de Jesus, festa da confiança e da esperança, que supera a incerteza e o pessimismo. E a razão da nossa esperança é esta: Deus está conosco e confia ainda em nós. É generoso este Deus Pai! Ele vem morar com os homens, escolhe a terra como sua morada para estar junto ao homem e fazer-se encontrar lá onde o homem passa os seus dias na alegria ou na dor. Portanto, a terra não é mais somente um "vale de lágrimas", mas é o lugar onde o próprio Deus colocou a sua tenda, é o lugar do encontro de Deus com o homem, da solidariedade de Deus com os homens.
Deus quis partilhar a nossa condição humana ao ponto de fazer-se uma só coisa conosco na pessoa de Jesus, que é verdadeiro homem e verdadeiro Deus. Mas há algo ainda mais surpreendente. A presença de Deus em meio à humanidade não foi realizada de modo ideal, sereno, mas neste mundo real, marcado por tantas coisas boas e ruins, marcado por divisões, maldade, pobreza, prepotência e guerras. Ele escolheu habitar a nossa história assim como ela é, com todo o peso de seus limites e dos seus dramas. Assim fazendo, demonstrou de modo insuperável a sua inclinação misericordiosa e repleta de amor para com as criaturas humanas. Ele é o Deus-conosco; Jesus é Deus-conosco. Vocês acreditam nisso? Façamos juntos esta profissão: Jesus é Deus-conosco! Jesus é Deus-conosco desde sempre e para sempre conosco nos nossos sofrimentos e nas dores da história. O Natal de Jesus é a manifestação de que Deus colocou-se de uma vez por todas do lado do homem, para nos salvar, para nos levantar do pó das nossas misérias, das nossas dificuldades, dos nossos pecados.
Daqui vem o grande "presente" do Menino de Belém: Ele nos traz uma energia espiritual, uma energia que nos ajuda a não nos abatermos com os nossos cansaços, os nossos desesperos, as nossas tristezas, porque é uma energia que aquece e transforma o coração. O nascimento de Jesus, de fato, nos traz a bela notícia de que somos amados imensamente e singularmente por Deus, e este amor não somente o faz conhecer, mas o doa, comunica-o!
Da contemplação alegre do mistério do Filho de Deus nascido por nós, podemos tirar duas considerações.
A primeira é que se no Natal Deus se revela não como um que está no alto e que domina o universo, mas como Aquele que se rebaixa, vem à terra pequeno e pobre, significa que para sermos similares a Ele nós não devemos nos colocar sobre os outros, mas antes rebaixar-nos, colocarmo-nos a serviço, fazer-nos pequenos com os pequenos e pobres com os pobres. Mas é uma coisa ruim quando se vê um cristão que não quer rebaixar-se, que não quer servir. Um cristão que se exibe sempre é ruim: aquele não é cristão, aquele é pagão. O cristão serve, rebaixa-se. Façamos com que estes nossos irmãos e irmãs não se sintam nunca sozinhos!
A segunda consequência: se Deus, por meio de Jesus, envolveu-se com o homem a ponto de tornar-se como um de nós, quer dizer que qualquer coisa que fizermos a um irmão ou a uma irmã a teremos feito a Ele. Recordou isso o próprio Jesus: quem tiver alimentado, acolhido, visitado, amado um dos mais pequeninos e dos mais pobres entre os homens, terá feito isso ao Filho de Deus.
Confiemo-nos à materna intercessão de Maria, Mãe de Jesus e nossa, para que nos ajude neste Santo Natal, agora próximo, a reconhecer na face do nosso próximo, especialmente das pessoas mais frágeis e marginalizadas, a imagem do Filho de Deus feito homem.
(Tradução Canção Nova / Jéssica Marçal)
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Vaticanistas expõem seus pensamentos sobre o papa Francisco no dia do seu aniversário
Encontro também celebrou o lançamento do livro-entrevista do pe. Antonio Spadaro com o papa
Por Nicola rosetti
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Ontem, 17 de dezembro, um grande grupo de vaticanistas se encontrou no Centro de Estudos Capela Orsini, na capital italiana, para comemorar os 77 anos de idade do papa Francisco e para participar da apresentação do livro do pe. Antonio Spadaro, "Minhas portas estão sempre abertas", obra em que o sacerdote, diretor da célebre revista La Civiltà Cattolica, apresenta e comenta a histórica entrevista que fez ao papa em agosto.
Andrea Conte, presidente do Centro de Estudos Capela Orsini, recebeu os convidados no espaço que atualmente abriga obras de arte focadas no universo feminino. O moderador do encontro, Andrea Velardi, professor na Universidade Roma Tre, falou da novidade representada pelo papa Francisco e citou um cardeal italiano que contou que os eleitores entraram na Capela Sistina sem o nome de Bergoglio na cabeça e foram sendo levados pelo Espírito Santo a elegê-lo.
Marco Tosatti (La Stampa) observou que a entrevista concedida pelo papa ao pe. Spadaro foi cuidadosamente revisada, palavra por palavra, pelo próprio Santo Padre, ao passo que a entrevista concedida ao diretor emérito de La Repubblica, Eugenio Scalfari, não sofreu qualquer revisão.
Marco Politi (Il Fatto Quotidiano), retomando as observações de Tosatti, enfatizou que, no caso da entrevista dada a Scalfari, o papa estava especialmente interessado em lançar uma mensagem ao mundo agnóstico e ateu. Por isso, o texto foi integralmente reproduzido pelo Osservatore Romano apesar de algumas imprecisões, como a menção à oração de Bergoglio antes da aceitação do pontificado. Já no caso da entrevista ao pe. Spadaro, o papa decidiu lançar nela um "manifesto" do seu pontificado, considerando necessário, por isso, fazer uma revisão cuidadosa.
Quanto à figura do pontífice, Politi acredita que devemos tirar da cabeça um Bergoglio "folclórico", ligado à sua origem latino-americana: tudo o que podemos dizer do papa Francisco é característico da sua própria pessoa. Em comparação com os antecessores mais recentes, Politi recorda como outra novidade o fato de Francisco ter nascido numa metrópole: a região metropolitana de Buenos Aires tem 13 milhões de habitantes.
Vania de Luca (RAI News 24) enfatizou o caráter pastoral do pontífice. Para Francisco, a Igreja não deve apenas abrir as portas para o mundo, mas também sair em busca de quem está longe do seu limiar. Esta ideia, de acordo com a jornalista, teve grande acolhimento na alma de muitas pessoas que lamentam as muitas vezes em que encontram fechadas as portas das paróquias.
Para Gian Guido Vecchi (Corriere della Sera), só um jesuíta como o pe. Spadaro poderia entrevistar um papa jesuíta. O fato de ambos pertencerem à mesma família de Santo Inácio evitou potenciais mal-entendidos. O livro-entrevista com o pe. Spadaro pode ser considerado uma espécie de "ferramenta" para interpretar e compreender o papa Francisco.
Para o vaticanista, uma das maiores revoluções do papa Francisco foi a decisão de morar na Casa Santa Marta, o que permitiu que o papa entrasse em contato mais direto com os colaboradores: para ter acesso ao papa, eles não precisam mais "passar por filtros". O papa dá andamento à reforma da Igreja com gestos como este. Quando a Igreja não se limitar apenas a aplaudi-lo, mas começar a imitá-lo, veremos os frutos.
Matteo Matuzzi (Il Foglio), o mais jovem dos vaticanistas, acredita que a doutrina está segura com o papa Francisco. Seu estilo, embora possa parecer a alguns, não é impulsivo. Às vezes, os gestos do papa são banalizados e mal compreendidos por quem ignora a complexidade deste pontificado.
Jacopo Scaramuzzi (Linkiesta) comparou Francisco ao presidente norte-americano Roosevelt, considerado progressista pelos conservadores e conservador pelos progressistas.
Para Elisabetta Piquet, autora do livro "Francisco, vida e revolução", Bergoglio é ao mesmo tempo o homem certo no momento certo e a pessoa experiente que já ocupou posições de responsabilidade em momentos críticos. Em sintonia com a declaração do cardeal Kasper, Francisco reformará a Igreja, mas não a refundará.
A chegada do papa Francisco trouxe, sem dúvida, uma nova atmosfera, um novo entusiasmo, um grande orgulho de ser católico, a novidade do "escândalo da normalidade" estampado em seus gestos simples, como o de embarcar para o Brasil carregando uma pasta como se fosse um viajante comum ou o de dar um beijo no rosto da presidente da Argentina durante a sua visita ao Vaticano.
A reunião foi concluída com as palavras do próprio pe. Antonio Spadaro. O diretor de La Civiltà Cattolica afirmou que o papa Francisco não tem soluções na cartola e que as suas decisões são tomadas depois de um atento discernimento, de acordo com o estilo dos jesuítas, através de consultas genuínas e de intensos momentos de oração.
Numa particular "alquimia", o papa separou a autoridade da distância. Acredita-se, frequentemente, que, ao se aumentar a distância, conquista-se maior autoridade. Isso até pode ser verdade em alguns casos, mas uma autoridade desse tipo não pode durar. O papa Francisco vem baseando a sua autoridade exatamente no contrário disso: na proximidade.
(Texto publicado pela Àncora Online, revista semanal da diocese italiana de San Benedetto del Tronto. Tradução do original italiano por ZENIT)
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O Papa aqueceu os corações na Praça de São Pedro apesar do frio invernal
Recordou a mensagem de esperança do Natal e que Deus confia em nós. Cumprimentou amplamente os presentes antes e depois. Levantou a taça do time S. Lorenzo
Por Rocio Lancho García
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Resta só uma semana para que os cristãos celebrem o Natal e nesta manhã o santo padre quis dedicar a catequese da audiência geral para o nascimento de Jesus, "festa de esperança, que supera a incerteza e o pessimismo" e recordou que "a razão da nossa esperança é esta: Deus está conosco e confia em nós". O santo padre insistiu em que Jesus é Deus conosco e pediu aos fieis presentes para que repetissem em voz alta "Jesus é Deus conosco!" pôde-se escutar com força na praça.
O Santo Padre e os peregrinos cada quarta-feira estão desafiando as baixas temperaturas e a praça de São Pedro continua enchendo-se e a alegria e proximidade do papa Francisco pode-se ver em cada gesto, cada beijo e cada abraço. Hoje  desceu em muitos momentos do jeep durante o trajeto prévio à audiência, e em um deles parou para beber mate com uns peregrinos argentinos. Durante mais de meia hora antes de dar início à catequese quando o papa passeava pela Praça podia-se ouvir as vozes que gritavam "Meus parabéns" ao Papa para cumprimenta-lo pelos seus 77 anos, que celebrou ontem.
Esta será a última audiência geral deste ano, de acordo com dados fornecidos pela Prefeitura da Casa Pontifícia, nas 30 audiências gerais do Papa Francisco foram distribuídos 1.548.500 ingressos.
Após a audiência, o Santo Padre teve a oportunidade de saudar a delegação do time de futebol San Lorenzo, do qual ele é sócio e que domingo passado ganhou o campeonato. Francisco pôde conversar uns momentos com eles e levantou a taça nas suas mãos. Por sua vez, os jogadores presentearam-lhe com uma camiseta do time na qual podia-se ler "Francisco Campeão". Viajaram até Roma, Marías Lammens , Marcelo Tinelli , Hernán Etman , Damián Vázquez, Bernardo Romeo, Sebastian Torrico e Mauro Cetto.
No resumo da catequese que o Santo Padre fez em português disse: "O Natal de Jesus mostra como Deus Se colocou da parte do homem, duma vez para sempre; fê-lo para nos erguer do pó da nossa miséria, das nossas dificuldades e pecados. O mistério do Natal ensina-nos que, se Deus não quis revelar-Se como Alguém que olha do alto e domina o Universo, mas antes humilha-Se e desce à terra pequenino e pobre, então, para nos parecermos com Ele, não devemos colocar-nos acima dos outros mas humilhar-nos, pôr-nos ao seu serviço, fazer-nos pequenos com os pequenos e pobres com os pobres. Assim eles não se sentirão sozinhos! O Natal ensina-nos também que se Deus, por meio de Jesus Cristo, se envolveu com o homem até Se tornar um de nós, então tudo o que fizermos a um irmão, é a Ele que o fazemos, como o próprio Jesus nos ensinou: «Sempre que alimentastes, acolhestes, visitastes um destes meus irmãos mais pequeninos a Mim mesmo o fizestes». Que Maria, Mãe de Jesus e nossa, nos alcance a graça de fazermos chegar a todos a nossa bondade e generosidade. Assim seremos um reflexo da luz de Jesus, que continua a irradiar, da gruta de Belém, para o coração das pessoas, oferecendo alegria e paz."
Ao concluir estas palavras também disse: "Amados peregrinos de língua portuguesa, a minha cordial saudação para todos, em particular para os fiéis brasileiros de Chapecó, com votos de um santo Natal repleto de consolações e graças do Deus Menino. Nos vossos corações, famílias e comunidades, resplandeça a luz do Salvador, que nos revela o rosto terno e misericordioso do Pai do Céu. Ele vos abençoe com um Ano Novo sereno e feliz!"
Após a catequese, o Santo Padre desceu, como todas as quartas, para cumprimentar os doentes das primeiras filas, conversar longamente com eles e dar-lhes a sua benção.
 (Tradução e adaptação TS)
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Agenda do santo padre no Natal
Calendário das celebrações que o pontífice presidirá durante as festas de natal
Por Redacao
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice publicou ontem o calendário das celebrações que o Papa Francisco presidirá durante o Natal 2013-2014. Este é o programa previsto:
Na solenidade do Natal do Senhor, 24 de dezembro, às 21h30, o Santo Padre celebrará a missa do Galo na Basílica de São Pedro. E o no dia seguinte, Natal, o Papa dará a bênção "Urbi et Orbi", às 12hs, da varanda central da basílica vaticana.
Na terça-feira, 31 de dezembro, às 17hs, na Basílica de São Pedro, o Papa presidirá as primeiras vésperas e o Te Deum em ação de graças pelo ano que passou.
A primeira celebração de 2014 será no mesmo 1 de Janeiro, por ocasião da solenidade de Maria Santíssima, Mãe de Deus e da XLVII Jornada Mundial da Paz. Francisco celebrará a Eucaristia às 10h da manhã na basílica vaticana. Enquanto Segunda-feira 6 de janeiro, solenidade da Epifania do Senhor, o santo padre também presidirá a santa missa, às 10h, na basílica de São Pedro.
(RED TS)
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"Vamos deixar que Deus escreva a nossa história"
Depois da missa, o papa Francisco recebe os cumprimentos de aniversário de quatro sem teto e dos funcionários da Casa Santa Marta
Por Luca Marcolivio
ROMA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - É um dia diferente na Casa Santa Marta. É o dia do 77º aniversário do seu inquilino mais famoso. O papa Francisco celebrou a missa desta manhã com a presença de todo o pessoal da casa. A eucaristia foi concelebrada com o cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio de Cardeais.
No final da missa, o Secretário de Estado Vaticano, dom Pietro Parolin, apresentou ao papa os parabéns em nome de todos os seus colegas da Secretaria de Estado. Dom Konrad Krajewski, esmoleiro de Sua Santidade, apresentou a Francisco quatro convidados sem teto.
O encontro terminou com um coro de parabéns entoado por todos os presentes. Logo em seguida, o papa Francisco foi tomar café da manhã acompanhado por todos os participantes da missa.
Na homilia, falando sobre o evangelho de hoje (Mt 1,1-17), que descreve a genealogia de Jesus, o Santo Padre brincou: "Já ouvi alguém dizer que esta passagem do evangelho parece a lista telefônica".
Mas ela é, explicou o papa, uma passagem importante, que nos lembra que "Deus se tornou história" e que Jesus é "consubstancial ao Pai", mas também "consubstancial à Mãe", a Virgem Maria.
Depois do pecado original, disse o papa, Deus quis "trilhar o caminho conosco", a partir de Abraão, passando por Isaac e Jacó, até chegar a cada um de nós.
"Deus não queria vir nos salvar sem história. Ele quis fazer história conosco", uma história "que vai do pecado à santidade" e na qual há "tanto santos quanto pecadores".
Deus também fez história com "os grandes pecadores", com aqueles que "não responderam a tudo o que Deus pensou para eles", como "Salomão, tão grande, tão inteligente, e que terminou, coitado, sem nem saber como se chamava".
É como se Deus pegasse o nosso nome para transformá-lo no "seu sobrenome" e assim poder dizer: "Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó, de Pedro, de Marieta, de Armony, de Marisa, de Simão, de todos".
Em certo sentido, Deus "nos deixou escrever a sua vida", seguindo "a nossa história de graça e de pecado". Isso mostra "a humildade de Deus, a paciência de Deus, o amor de Deus", que comove.
Ao chegar o Natal, "se Ele fez a sua história conosco, se Ele adotou o nosso nome como seu sobrenome, se Ele nos deixou escrever a sua história, vamos deixar pelo menos que Ele escreva a nossa história".
A santidade consiste precisamente em deixar que "Deus escreva a nossa história", concluiu o pontífice.
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Homilia do papa Francisco: Senhor, livra o teu povo do clericalismo
Pontífice explica que todos os batizados são profetas
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Quando falta a profecia na Igreja, falta a própria vida de Deus e predomina o clericalismo, disse o papa Francisco na homilia desta terceira segunda-feira do Advento, ao celebrar a missa na Casa Santa Marta.
O profeta, disse o papa ao comentar as leituras do dia, é aquele que escuta as palavras de Deus, sabe enxergar o momento e projetar o futuro. "Ele tem dentro dele esses três momentos": o passado, o presente e o futuro.
"O passado: o profeta é consciente da promessa, ele tem no coração a promessa de Deus, a mantém viva, se lembra dela, a repete. Depois ele olha para o presente, para o seu povo, e sente a força do Espírito para dizer uma palavra que o ajude a se levantar, a continuar no caminho em direção ao futuro. O profeta é um homem de três tempos: promessa do passado, contemplação do presente, valentia para apontar o caminho rumo ao futuro. Nosso Senhor sempre protegeu o seu povo, com os profetas, nos momentos difíceis, nos momentos em que o povo se desanimava ou era destruído, quando não tinha o templo, quando Jerusalém estava sob o poder dos inimigos, quando o povo se perguntava: 'Mas, Senhor, tu nos fizeste essa promessa! O que está acontecendo agora?'".
É o que "aconteceu no coração de Maria", explicou o pontífice, "quando ela estava aos pés da cruz". Nessas horas "é necessário o agir do profeta. E o profeta nem sempre é bem recebido. Muitas vezes ele é rejeitado. Jesus mesmo disse aos fariseus que os pais deles assassinaram os profetas, porque os profetas diziam coisas que não eram agradáveis: diziam a verdade, recordavam a promessa! E quando falta a profecia no povo de Deus, falta a vida do Senhor! (...) Quando não há profecia, predomina o legalismo". Assim, no Evangelho, "os sacerdotes pediam a Jesus a cartilha da legalidade: 'Com que autoridade fazes tais coisas? Nós somos os senhores do templo!'. Eles não entendiam as profecias. Tinham se esquecido da promessa! Eles não sabiam ler os sinais do momento, não tinham nem olhos penetrantes nem tinham escutado a Palavra de Deus: só tinham a autoridade!".
"Quando não há profecia no povo de Deus, o vazio é ocupado pelo clericalismo: e é esse clericalismo que pergunta a Jesus: 'Com que autoridade tu fazes estas coisas? Com que legalidade?'. E a memória da promessa e a esperança de seguir em frente ficam reduzidas apenas ao presente, sem passado e sem um futuro esperançador. O presente é a legalidade: se isso é legal, então vá em frente".
Mas quando reina o legalismo, "a Palavra de Deus fica de fora e o povo de Deus chora no seu coração, porque não encontra o Senhor: falta a profecia". Ele chora "como chorava a mãe Ana, a mãe de Samuel, pedindo a fecundidade do povo, a fecundidade que vem da força de Deus, quando Ele desperta a memória da sua promessa e nos empurra para o futuro com a esperança. Este é o profeta! Este é o homem do olho penetrante que escuta as palavras de Deus".

"Que a nossa oração neste período em que nos preparamos para o Natal do Senhor seja esta: 'Senhor, que não faltem os profetas no teu povo!'. Todos nós, batizados, somos profetas. 'Senhor, que não nos esqueçamos da tua promessa! Que não nos cansemos de seguir em frente! Que não nos encerremos no legalismo que fecha as portas! Senhor, livra o teu povo do espírito do clericalismo e ajuda-o com o espírito da profecia!'".
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Mulheres na Igreja devem ser valorizadas e não "clericalizadas"
Em entrevista ao jornal La Stampa, Francisco responde brilhantemente sobre temas da atualidade
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - "As mulheres na Igreja devem ser valorizadas, não clericalizadas. Quem pensa em mulheres cardeais sofre um pouco de clericalismo".
Esta foi a resposta do papa à pergunta do jornalista Andrea Tornielli: "Posso perguntar se vamos ter mulheres cardeais?". A entrevista, feita em 10 dezembro na Casa Santa Marta, foi publicada hoje pelo jornal La Stampa, de Turim.
Indagado sobre o andamento da "limpeza" no Instituto para as Obras de Religião (IOR), popularmente chamado de "banco do Vaticano", o papa explicou que "as comissões estão trabalhando bem. O [comitê regulador europeu] Moneyval nos avaliou bem, estamos no caminho certo. Sobre o futuro do IOR, vamos ver. Por exemplo, o "banco central" do Vaticano seria a APSA. O IOR foi criado para ajudar as obras de religião, as missões, as igrejas pobres. Depois é que ele se tornou o que é hoje".
Quanto ao diálogo ecumênico e à esperada unidade dos cristãos, o bispo de Roma observou que existe hoje um "ecumenismo do sangue". Quando matam cristãos em alguns países, "não perguntam se eles são anglicanos, luteranos, católicos ou ortodoxos". Para aqueles que os matam, os cristãos estão unidos no sangue, muito embora, entre nós próprios, "ainda não tenhamos conseguido tomar as medidas necessárias para a unidade; talvez o tempo ainda não tenha chegado".
O papa enfatizou que o ecumenismo é uma prioridade e que a unidade "é uma graça que precisamos pedir".
Sobre o encontro com os ortodoxos, Francisco destacou que "é uma dor ainda não poder celebrar juntos a Eucaristia, mas temos uma grande amizade". Falando das reuniões com os vários irmãos ortodoxos, Bartolomeu, Hilarion, o teólogo Zizioulas e o copta Tawadros, o papa confessou: "Eu me senti irmão deles. Eles têm a sucessão apostólica, eu os recebi como irmãos bispos (...) Abençoamos um ao outro, um irmão abençoando o outro, um irmão se chama Pedro e o outro André, Marcos, Tomé...".
Tornielli perguntou ao papa o que ele acha das acusações feitas por alguns ultraconservadores, que consideram "marxistas" as observações do pontífice sobre a economia. O papa respondeu que "a ideologia marxista está errada, mas, na minha vida, conheci muitos marxistas bons como pessoas, e, por isso, não me sinto ofendido".
Francisco acrescentou que, na exortação Evangelii Gaudium, "não há nada que já não esteja na Doutrina Social da Igreja". O problema diz respeito às teorias da "recaída favorável", segundo a qual cada crescimento econômico impulsionado pelo livre mercado produz por si mesmo uma equidade maior e mais inclusão social no mundo. Havia a promessa de que, "quando o copo ficasse cheio, ele transbordaria e os pobres seriam beneficiados".
O problema, porém, diz o papa, é que "quando o copo se enche, ele 'magicamente' cresce de novo e nunca transborda nada para os pobres": é isso o que não está certo.
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Crianças comemoram com bolo o aniversário do papa
Festa surpresa para Francisco foi organizada por crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - As crianças, famílias, freiras e voluntários do dispensário pediátrico Santa Marta adiantaram a festa de aniversário do papa com um bolo, velinhas, canto de parabéns e um suéter de presente.
A bela surpresa aconteceu ao meio-dia deste sábado na Sala Paulo VI, quando o Santo Padre recebeu as famílias atendidas pelo dispensário pediátrico. Segundo a Rádio Vaticano, após a saudação da diretora do dispensário, irmã Antonieta Collacchi, FdC, e do testemunho de Elizabeth, uma das mães do grupo, dezenove crianças de camiseta branca com grandes letras amarelas estampadas formaram a frase "Parabéns Papa Francisco".
Logo depois, veio o bolo com as velinhas e as crianças cantaram os parabéns ao papa, que se levantou, aproximou-se delas e as abraçou, agradecendo. Francisco soprou as velinhas e ganhou um suéter de presente.
O aniversário do papa é amanhã, 17 de dezembro, mas Francisco ficou totalmente à vontade entre as crianças e voluntários, se divertiu muito e afirmou:
"Muito obrigado pela visita! Obrigado pelo amor de vocês, pela alegria dessas crianças, pelos presentes, pelo bolo, que está muito bonito! Depois eu vou dizer a vocês se ele é bom ou não, combinado? Muito obrigado! Que Deus abençoe vocês!".
A mãe peruana Elisabeth, que recebeu ajuda do dispensário para seu filho, falou para o papa: "O que dizer do seu sorriso? Ele chega até o coração de cada um, nos trazendo muita paz! Nós sabemos o quanto o senhor ama as crianças, especialmente as que mais precisam. No dispensário nós nos sentimos especialmente privilegiados porque sabemos que estamos no seu coração e na sua mente. E estamos felizes porque, todo dia, o senhor nos ajuda a encontrar Jesus! Querido papa Francisco, estes nossos filhos recebem hoje o mais belo presente de Natal que poderiam imaginar: o seu sorriso, a sua carícia, o seu abraço!".
A irmã Antoinette Collacchi, das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, falou sobre o dispensário que foi fundado por Pio XI em 1922: "A Divina Providência não deixa faltar o seu apoio, multiplicando a caridade todos os dias através das nossas mãos. Os nossos dias são marcados pela alegria de ser cristãos, pelo brilho de um sorriso e pelo calor da gratidão, e isso nos permite repetir, com a força da experiência, algumas das suas palavras: 'O verdadeiro poder é o serviço'; para o cristão, 'progredir significa abaixar-se', como o Filho de Deus. Nessa perspectiva, nós trabalhamos para 'globalizar a solidariedade e o amor, em vez da indiferença e do egoísmo'".
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O S. Lorenzo de Almagro viajará a Roma para celebrar com o Papa
O time de futebol que Francisco torce venceu o Torneio Incial da Argentina
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Como se fosse um presente de aniversário antecipado para o Papa, o time de futebol San Lorenzo, do qual Francisco é torcedor e sócio, se proclamou ontem campeão do Torneio Inicial da Argentina.
Os líderes do time estão preparados para trazer pessoalmente o troféu para o pontífice argentino no dia do seu 77 º aniversário. Logo após o empate contra o Velez Sarsfield que deu o título ao San Lorenzo, o vice-presidente do time, Marcelo Tinelli, que também é um conhecido apresentador de televisão na Argentina, confirmou que  estavam "organizando uma audiência com Francisco" para que o papa possa ver o troféu.
A delegação que visitará o papa estará formada pelo presidente, Matias Lammens; o vice-presidente primeiro, Marcelo Tinelli, e o gerente Bernardo Romeo.
"É uma visita rápida, ainda falta confirmar quando será a audiência, suponho que entre amanhã e quarta-feira. Vai ser algo emocionante, queremos dar o troféu para o papa", afirmou Romeo ao Télam.
Em sua conta no Twitter, o vice-presidente Tinelli agradecia dessa forma ao papa: "Buongiorno a todos. Faltando só um dia para o seu aniversário, ao Papa Francisco, Cuervo de alma, só dizemos OBRIGADO".
É bem conhecido o gosto do santo padre pelo futebol e concretamente pelo time San Lorenzo. No passado mês de março, o pontífice enviou uma carta ao clube na qual lhes pedia que "além do futebol, peço-lhes cultivar a amizade com Jesus".
Além disso, no dia 10 de abril, o Papa Francisco encontrou-se com Matias Lammens, presidente do San Lorenzo ao terminar a audiência geral da quarta-feira. Os diretores do San Lorenzo presentearam o Papa com uma camiseta do San Lorenzo com o seu nome escrito. Sobre aquele encontro, o clube indicou que Francisco perguntou "sobre a atualidade do clube e lembrou com muita felicidade quando assistia ao Viejo Gasómetro junto com o seu pai e até acompanhou com gestos enquanto recordava um gol de Pontoni, jogador do time campeão do 46, seu time favorito".
(TRAD TS)
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Vigília de adoração em Roma pelo aniversário do papa Francisco
Nesta terça-feira 17, o Santo Padre cumpre 77 anos e o Centro San Lorenzo prepara 24 horas de oração ininterrupta para orar por ele
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Os jovens de Roma rezarão durante 24 horas seguidas diante do Santíssimo Sacramento para pedir pelo papa Francisco no dia do seu 77 º aniversário. A oração começará esta noite às 23h59 e terminará amanhã às 24hs. O lugar será a Igreja de São Lorenzo em Piscubus no Centro Internacional São Lorenzo. Ao longo do dia se celebrarão duas missas, uma pela manhã, às 6h e outra pela tarde, às 18h.
Nesta iniciativa, denominada #AuguriFrancesco, participarão movimentos eclesiais, associações de jovens, comunidades e grupos de oração que se alternarão a cada hora. A idéia surgiu da associação Papaboys, com o Centro São Lorenzo que ofereceu a disponibilidade do local, e também graças à colaboração dos Cavaleiros Templários Católicos que garantiram a permanência durante 24 horas diante do Santíssimo Sacramento. A noite de amanhã, a partir das 21hs será coordenada por vários grupos de adoração eucarística.
E "Por que uma maratona de Adoração Eucarística como presente de aniversário para o papa Francisco?", se perguntam os organizadores no comunicado difundido para divulgar a iniciativa. "Porque a frase mais usada pelo santo padre desde o início do seu pontificado é 'rezai por mim".
Os jovens que promovem a iniciativa fazem uma chamada a meninas e meninos de todo o mundo para que se unam a eles com um momento de oração nas suas próprias casas ou paróquias.
O Centro San Lorenzo foi fundado em 1983 pelo Papa João Paulo II para que os jovens pudessem enriquecer-se e aprofundar a sua fé através da oração, os sacramentos e a comunidade católica. A missão assumiu uma maior importância no momento em que o pontífice polonês, em 1984 , doou a este Centro a Cruz da Jornada Mundial da Juventude.
A principal missão do Centro é a de testemunhar a todos os jovens do mundo a mensagem de esperança e de salvação de Cristo. Esta missão se cumpre oferecendo-lhes diálogo com Cristo e compartilhando o encontro com os outros. Da mesma forma, dão a possibilidade de receber os sacramentos e viver momentos de oração e ter uma experiência comunitária com os jovens.
(TRAD TS)
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Santa Sé


O Papa recebe o embaixador do Gana para as Cartas Credenciais
Trata-se de James K. Bebaako - Mansah, ex-secretário do Presidente da República, e primeiro embaixador residente do país africano junto à Santa Sé
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Esta manhã, o Papa recebeu em audiência Francis James K. Bebaako - Mansah , o primeiro embaixador residente do Gana junto à Santa Sé por ocasião da apresentação das Cartas Credenciais . O novo diplomata nasceu em Kete - Krachi em 11 de Novembro de 1941, é casado e tem cinco filhos. Licenciado em Ciências Políticas em 1965, e mais tarde conseguiu uma Pós-Graduação em Administração Pública, e um Certificado de Curso de Gestão especial dos funcionários públicos.
Ocupou os seguintes cargos: Funcionário Administrativo do Distrito de Cape Coast (1966-1967), Funcionário Administrativo do Distrito de Winneba (1967-1972); Funcionário Administrativo do Distrito de Keta (1972-1974); Assistente principal secretário junto ao Ministério dos Transportes e das Comunicações (1974-1978); Acting Principal Secretary e depois Principal Secretary junto ao Ministério do Governo Local e Cooperativas (1978-1980) ; Funcionário da Northern Regional Administration (1980-1987).
Também foi Funcionário da Volta Regional Administration (1987-1991); Acting Chief Director junto ao Ministério do Comércio e da insdústria (1991-1993); Chief diretor junto ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social (1993-1997); Secretário de Gabinete, Departamento do Presidente da República (1997-2001), Secretário do Presidente da República (2009-2013).
(Red.TS)
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Texto completo da terceira pregação de Advento do Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap.
'O mistério da Encarnação contemplado com os olhos de Francisco de Assis'.
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Publicamos a seguir a terceira e última pregação de Advento que o pregador da casa pontifícia, Pe. Raniero Cantalamessa, OFM. Cap. pronunciou hoje ao Papa e à Cúria Romana.
***
O mistério da Encarnação contemplado com os olhos de Francisco de Assis
1. Greccio e a instituição do presépio
Todos nós conhecemos a história de Francisco que, em Greccio, três anos antes de sua morte, deu início à tradição natalícia do presépio; mas é bom recordá-la, brevemente, nesta circunstância. Celano escreve assim:
"Uns quinze dias antes do Natal, São Francisco mandou chamá-lo, como costumava fazer, e disse: "Se você quiser que celebremos o Natal em Greccio, é bom começar a preparar diligentemente e desde já o que eu vou dizer. Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou, como foi posto num presépio, e contemplar com os próprios olhos como ficou em cima da palha, entre o boi e o burro". […].E veio o dia da alegria. O santo vestiu dalmática, porque era diácono, e cantou com voz sonora o santo Evangelho. De fato, era "uma voz forte, doce, clara e sonora", convidando a todos às alegrias eternas. Depois pregou ao povo presente, dizendo coisas doces como o mel sobre o nascimento do Rei pobre e sobre a pequena cidade de Belém.[1]"
A importância do episódio não está tanto no fato em si e nem sequer na influência espetacular que teve na tradição cristã; está na novidade que isso revela a respeito da compreensão que o santo tinha do mistério da encarnação. A insistência demasiado unilateral, e às vezes até obsessiva, sobre os aspectos ontológicos da Encarnação (natureza, pessoa, união hipostática, comunicação dos idiomas) tinha feito muitas vezes perder de vista a verdadeira natureza do mistério cristão, reduzindo-o a um mistério especulativo, que deve ser formulado com categorias cada vez mais rigorosas, mas muito distantes do alcance do povo.
Francisco de Assis nos ajuda a integrar a visão ontológica da Encarnação com aquela mais existencial e religiosa. Não importa, de fato, só saber que Deus se fez homem; importa também saber que tipo de homem se fez. É significativo o modo diferente e complementar com o qual João e Paulo descrevem o evento da encarnação. Para João, consiste no fato de que o Verbo, que era Deus, se fez carne (cf. Jo 1,1-14); para Paulo, consiste no fato de que "Cristo, sendo de natureza divina, assumiu a forma de servo e se humilhou a si mesmo fazendo-se obediente até a morte" (cf. Fl 2 , 5 ss.). Para João, o Verbo, sendo Deus, se fez homem; para Paulo "Cristo, sendo rico, se fez pobre" (cf. 2 Cor 8, 9).
Francisco de Assis segue a lógica de São Paulo. Ao invés da realidade ontológica da humanidade de Cristo (na qual ele acredita firmemente com toda a Igreja), ele insiste, até à comoção, na humildade e na pobreza dela. Duas coisas, dizem as fontes, tinham o poder de comovê-lo até as lágrimas, cada vez que as escutava: "a humildade da encarnação e a caridade da sua paixão[2]".  "Não consegui reprimir as lágrimas, ao pensar na extrema pobreza que padeceu nesse dia a Virgem Senhora pobrezinha. Uma vez, estando sentado à mesa a comer, e tendo um irmão recordado a pobreza da bem-aventurada Virgem e de seu Filho, imediatamente se levantou a chorar e a soluçar, e, com o rosto banhado em lágrimas, comeu o resto do pão sobre a terra nua[3]".
Francisco recolocou dessa forma "carne e sangue" nos mistérios do cristianismo, muitas vezes "desencarnados" e reduzidos a conceitos e silogismos nas escolas teológicas e nos livros. Um estudioso alemão viu em Francisco de Assis aquele que criou condições para o nascimento da arte moderna da Renascença, enquanto que dissolve pessoas e eventos sacros da rigidez estilizada do passado e lhes dá concretude e vida[4].
2. O Natal e os pobres
A diferença entre o  fato  da encarnação e o modo dela, entre a sua dimensão ontológica e aquela existencial, nos interessa porque lança luz sobre o problema atual da pobreza e da atitude dos cristãos para com ela. Ajuda a dar uma base bíblica e teológica para a opção preferencial pelos pobres, proclamada no Concílio Vaticano II. Se, pelo fato da encarnação, o Verbo, de certa forma, assumiu cada homem, como diziam certos Padres da Igreja, pelo modo em que ocorreu a encarnação, ele assumiu, de uma forma muito especial, o pobre, o humilde, o sofredor, a ponto de se identificar com eles.
É claro que no pobre não se tem o mesmo gênero de presença de Cristo que se tem na Eucaristia e nos outros sacramentos, mas trata-se de uma presença, também essa, verdadeira, "real". Ele "instituiu" este sinal, como instituiu a Eucaristia. Aquele que pronunciou sobre o pão as palavras: "Este é o meu corpo", disse essas mesmas palavras também dos pobres. Disse-as quando, falando daquilo que se fizer, ou não se fizer, pelo faminto, o sedento, o prisioneiro, o desnudo e o desterrado, declarou solenemente: "O fizestes a mim" e "Não o fizestes a mim". De fato isso equivale a dizer: "Aquela certa pessoa esfarrapada, necessitada de um pouco de pão, aquele ancião que morria entorpecido de frio nas calçadas, era eu!". "Os Padres conciliares – escreveu Jean Guitton, observador leigo do Vaticano II, reencontraram o sacramento da pobreza, a presença de Cristo sob as espécies daqueles que sofrem[5]".
Não aceita plenamente a Cristo quem não estiver disposto a aceitar o pobre com o qual ele se identificou. Quem, no momento da comunhão, se aproxima cheio de fervor para receber a Cristo, mas tem o seu coração fechado para os pobres, se assemelha, diria Santo Agostinho, a alguém que vê se aproximar de longe um amigo que não vê há anos. Cheio de alegria, corre para encontrá-lo, fica na ponta dos pés para beijar sua testa, mas ao fazê-lo não percebe que está esmagando os seus pés com sapatos com pregos. Os pobres são os pés descalços que Cristo ainda colocou sobre esta terra.
Também o pobre é um "vigário de Cristo", aquele que faz as vezes de Cristo. Vigário, no sentido passivo, não ativo. Ou seja, não no sentido de que aquilo que faz o pobre é como se Cristo o fizesse, mas no sentido em que aquilo que se faz ao pobre é como se o fizesse a Cristo. É verdade, como escreve São Leão Magno, que depois da ascensão, "tudo aquilo que havia de visível em Nosso Senhor Jesus Cristo passou nos sinais sacramentais da Igreja[6]", mas é igualmente verdade que, do ponto de vista da existência, isso também passou nos pobres e em todos aqueles dos quais ele disse: "o fizestes a mim".
Tragamos a consequência que deriva de tudo isso em termos de eclesiologia. João XXIII, no Concílio, cunhou a expressão "Igreja dos pobres[7]". É, talvez, um significado que vai além do que se entende à primeira vista. A Igreja dos pobres não é constituída apenas pelos pobres da Igreja! Em certo sentido, todos os pobres do mundo, sejam batizados ou não, fazem parte. A sua pobreza e sofrimento é o seu batismo de sangue. Se os cristãos são aqueles que foram "batizados na morte de Cristo" (Rm 6, 3), quem é, de fato, mais batizado na morte de Cristo do que eles?
Como não considerá-los, de alguma forma, Igreja de Cristo, se o próprio Cristo declarou que eles são o seu corpo? Eles são "cristãos", não porque se declaram membros de Cristo, mas porque Cristo os declarou membros de si: "O fizestes a mim!". Se existe um caso em que o polêmico termo "cristãos anônimos" pode ter uma aplicação plausível, é precisamente este dos pobres.
A Igreja de Cristo é, portanto, muito maior do que o que as estatísticas atuais dizem. Não só como modo de dizer, mas verdadeiramente, realmente. Nenhum dos fundadores de religiões se identificou com os pobres como fez Jesus. Nenhum proclamou: "Tudo aquilo que fizestes a um desses meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes" (Mt 25, 40), onde o "irmão mais pequenino" não  indica somente o crente em Cristo, mas, como é aceito por todos, cada homem.
Segue-se disso que o Papa, vigário de Cristo, é realmente o "pai dos pobres", o pastor deste imenso rebanho, e é uma alegria e uma inspiração para todo o povo cristão ver como este papel tem sido levado a sério pelos últimos Sumos Pontífices e de uma maneira especial pelo pastor que hoje está sentado na Cátedra de Pedro. Ele é a voz mais respeitável que se eleva na defesa deles. A voz dos sem voz. Realmente não se "esqueceu dos pobres"!
O que escreve o Papa, na recente exortação apostólica, sobre a necessidade de não ficar indiferente ante o drama da pobreza no mundo globalizado de hoje, me fez pensar em uma imagem. Temos a tendência de colocar entre nós e os pobres, vidros duplos. O efeito dos vidros duplos, muito utilizado hoje na construção, é que ele impede a passagem do frio, calor e do ruído, suaviza tudo, atenua, abafa tudo. E, de fato, vemos os pobres mover-se, agitar-se, gritar por trás da tela da televisão, nas páginas dos jornais e das revistas missionárias, mas o seu clamor nos chega como de longe. Não nos penetra o coração. Falo-o para a minha própria confusão e vergonha. A palavra: "os pobres" provoca, nos países ricos, aquilo que provocava nos romanos antigos o grito "os bárbaros"!: o choque, o pânico. Eles se preocupavam por construir muros e enviar exércitos às fronteiras para mantê-los afastados; nós fazemos a mesma coisa, de outras maneiras. Mas a história diz que é inútil.
Choramos e reclamamos – e com razão! – pelas crianças que são impedidas de nascer, mas não devemos fazer o mesmo pelas milhões de crianças nascidas e condenadas à morte pela fome, doenças, crianças obrigadas a ir para a guerra e matar-se entre si por interesses que não são estranhos a nós dos países ricos? Não será porque a primeira pertence ao nosso continente e têm a nossa própria cor, enquanto a segunda pertence a outro continente e tem uma cor diferente? Protestamos - e mais do que com razão! – pelos idosos, os doentes, os deformados ajudados (às vezes forçados) a morrer com a eutanásia; mas não deveríamos fazer o mesmo pelos anciãos que morrem congelados de frio ou abandonados à sua sorte sozinhos? A lei do liberalismo econômico do "viver e deixar viver" nunca deveria transformar-se na lei do "viver e deixar morrer", como está acontecendo em todo o mundo.
É claro que a lei natural é santa, mas é precisamente para ter a força de aplica-la que temos necessidade de recomeçar da fé em Jesus Cristo. São Paulo escreveu: "O que era impossível à Lei, porque enfraquecida pela carne, Deus tornou possível, enviando o seu próprio Filho" (Rm 8, 3). Os primeiros cristãos, com os seus costumes, ajudaram o estado a mudar as próprias leis; nós cristãos de hoje não podemos fazer o contrário e pensar que seja o estado com as suas leis que têm o dever de mudar os costumes do povo.
3. Amar, socorrer, evangelizar os pobres
A primeira coisa a ser feita, com relação aos pobres, é, portanto quebrar os vidros duplos, superar a indiferença e a insensibilidade. Devemos, como, aliás, o Papa nos exorta: "Dar-nos conta" dos pobres, deixar-nos tomar por uma preocupação saudável pela sua presença no meio de nós, muitas vezes, a uma curta distância da nossa casa. O que precisamos fazer em concreto por eles, pode ser resumido em três palavras: amá-los, socorrê-los, evangeliza-los.
Amar os pobres. O amor pelos pobres é um dos traços mais comuns da santidade católica. No próprio São Francisco, como vimos na primeira meditação, o amor pelos pobres, a partir de Cristo pobre, vem antes do que o amor pela pobreza e foi esse que o levou a casar-se com a pobreza. Para alguns santos, como São Vicente de Paulo, Madre Teresa de Calcutá e muitos outros, o amor para com os pobres foi, de fato, o seu caminho para a santidade, o seu carisma.
Amar os pobres significa antes de tudo respeitá-los e reconhecer a sua dignidade. Neles, por causa da falta de outros títulos e distinções secundárias, brilha com uma luz mais brilhante a radical dignidade do ser humano. Em uma homilia de Natal realizada em Milão, o cardeal Montini dizia: "A visão completa da vida humana sob a luz de Cristo vê em um pobre algo mais do que um necessitado; vê neles um irmão misteriosamente revestido de uma dignidade, que exige pagar-lhe reverência, recebê-lo com cuidado, compadece-lo além do mérito[8]".
Mas os pobres não só merecem a nossa piedade; também merecem a nossa admiração. Eles são os verdadeiros campeões da humanidade. São distribuídos anualmente taças, medalhas de ouro, de prata, de bronze, ao mérito, à memória ou aos vencedores de competições. E talvez só porque foram capazes de correr em uma fração de segundos menos do que os outros, os cem, duzentos ou quatrocentos metros com barreiras, ou de saltar um centímetro mais alto do que os outros, ou de vencer uma maratona ou uma corrida de slalom.
Contudo, se alguém observasse de quais saltos mortais, de quais forças, de quais slalom, são capazes, às vezes, os pobres, e não uma vez, mas durante toda a vida, o desempenho dos mais famosos atletas nos pareceriam joguinhos de crianças. O que é uma maratona em comparação, por exemplo, ao que faz um homem-riquixá de Calcutá, que no final de sua vida andou a pé o equivalente a várias voltas ao redor da terra, no calor mais extenuante, puxando um ou dois passageiros, por estradas ruins, entre buracos e poças d'água, deslizando-se entre um carro e outro para não ser atropelado?
Francisco de Assis nos ajuda a descobrir uma razão ainda mais forte para amar os pobres: o fato de que eles não são simplesmente os nossos "semelhantes" ou o nosso "próximo": são nossos irmãos! Jesus tinha falado: "Um só é o vosso Pai celeste e vós sois todos irmãos" (cf. Mt 23,8-9), mas esta palavra foi compreendida até agora como direcionada somente aos discípulos. Na tradição cristã, irmão no sentido estrito é somente aquele que compartilha da mesma fé e recebeu o mesmo batismo.
Francisco retoma a palavra de Cristo e dá a ela um sentido universal que é aquele que certamente tinha em mente também Jesus. Francisco colocou "todo o mundo em estado de fraternidade[9]". Chama irmãos não apenas os seus irmãos e companheiros de fé, mas também os leprosos, os ladrões, os sarracenos, ou seja, crentes e não-crentes, bons e maus, especialmente os pobres. Novidade, esta, absoluta, que estende o conceito de irmão e irmã também às criaturas inanimadas: o sol, a lua, a terra, a água e até mesmo a morte. Isso, evidentemente, é poesia, mais do que teologia. O santo sabe bem que entre essas criaturas e os seres humanos, feitos à imagem de Deus, há a mesma diferença do que entre o filho de um artista e as obras criadas por ele. Mas é que o senso de fraternidade universal do Pobrezinho não tem fronteiras.
Isso da fraternidade é a contribuição específica que a fé cristã pode dar para fortalecer a paz no mundo e a luta contra a pobreza, como sugere o tema da próxima Jornada Mundial da Paz "Fraternidade, fundamento e caminho para a paz". Pensando bem, esse é o único fundamento verdadeiro e não irrealista. Que sentido, de fato, falar de fraternidade e de solidariedade humana, se começarmos de uma certa visão científica do mundo que conhece, como únicas forças de ação no mundo, "o acaso e a necessidade"?  Se se parte, em outras palavras, de uma visão filosófica como aquela de Nietzsche, segundo a qual o mundo só é vontade de poder e toda tentativa de opor-se a isso é somente sinal de ressentimento dos fracos contra os fortes"? Está certo quem diz que "se o ser é apenas caos e força, a ação que busca a paz e a justiça permanecerá inevitavelmente sem fundamento[10]". Falta, neste caso, uma razão suficiente para se opor ao liberalismo desenfreado e à iniquidade fortemente denunciada pelo Papa na exortação Evangelii gaudium.
Ao dever de amar e respeitar os pobres, segue aquele de socorrê-los. Aqui nos ajuda São Tiago. Para que serve, diz ele, compadecer-se diante de um irmão ou uma irmã sem roupa ou comida, dizendo-lhes: "Pobrezinho, como sofre! Ide em paz, aquecei-vos e saciai-vos", e não lhes der o necessário para a sua manutenção? A compaixão, como a fé, sem obras é morta (cf. Tg 2, 15-17). Jesus não dirá no juízo: "Estava nu e tivestes pena de mim"; mas "estava nu e me vestistes". Não devemos culpar a Deus pela miséria do mundo, mas a nós mesmos. Um dia vendo uma criança tremendo de frio e que chorava de fome, um homem foi tomado de revolta e gritou: "Oh, Deus, onde estás? Porque não fazes nada por esta criatura inocente?". Mas uma voz interior lhe respondeu: "Claro que fiz algo. Te fiz!". E compreendeu imediatamente.
Hoje, no entanto, já não é suficiente só a esmola. O problema da pobreza se tornou planetário. Quando os Padres da Igreja falavam dos pobres pensavam nos pobres da sua cidade, ou, no máximo, naqueles da cidade vizinha. Não conheciam nada mais, a não ser muito vagamente e, além do mais, embora conhecessem, enviar ajuda teria sido ainda mais difícil, em uma sociedade como a deles. Hoje sabemos que isso não basta, embora nada nos dispense de fazer aquilo que possamos também a nível individual.
O exemplo dos muitos homens e mulheres do nosso tempo mostra-nos que há muitas coisas que podem ser feitas para socorrer, cada um de acordo com os seus meios e possibilidades, os pobres promover-lhes a elevação. Falando do "grito dos pobres", na Evangelica testificatio, Paulo VI falava especialmente a nós religiosos: "Isso faz com que alguns de vocês cheguem aos pobres em seu estado, compartilhem com eles as suas preocupações amargas. Convida, por outro lado, não poucos dos vossos institutos a reconverter em favor dos pobres algumas das suas obras[11]".
Eliminar ou reduzir o injusto e escandaloso abismo que existe entre ricos e pobres no mundo é a tarefa mais urgente e mais ingente que o milênio que apenas terminou entregou ao novo milênio no qual entramos. Esperemos que não seja ainda o problema número um que o presente milênio deixará em herança para o próximo.
Finalmente, evangelizar os pobres. Esta foi a missão que Jesus reconheceu como a sua por excelência: "O Espírito do senhor está sobre mim, me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4, 18) e que indicou como sinal da presença do Reino aos enviados pelo Batista: "Aos pobres é anunciado a boa nova" (Mt 11, 15). Não devemos permitir que a nossa má consciência nos leve a cometer a enorme injustiça de privar da boa nova aqueles que são os primeiros e os mais naturais destinatários. Talvez, acrescentando à nossa desculpa, o provérbio que "barriga vazia não tem ouvidos".
Jesus multiplicava os pães e também a palavra, na verdade administrava primeiro, às vezes por três dias seguidos, a Palavra depois se preocupava também dos pães. Não só de pão vive o pobre, mas também de esperança e de cada palavra que sai da boca de Deus. Os pobres tem o direito sagrado de ouvir o Evangelho na sua totalidade, não em edições reduzidas ou polêmicas; o evangelho que fala de amor aos pobres, mas não de ódio aos ricos.
4. Alegria no céu e alegria na terra
Terminemos com outro tom. Para Francisco de Assis, Natal não era somente a ocasião para chorar a pobreza de Cristo; era também a festa que tinha o poder de fazer explodir toda a capacidade de alegria que estava no seu coração, e era muito grande. No Natal ele fazia literalmente loucuras.
"Queria que neste dia os pobres e os mendigos fossem saciados pelos ricos, e que os bois e os burros recebessem uma ração de comida e de feno mais abundante que o normal. Se pudesse falar ao imperador – dizia – suplicarei a ele de emitir um decreto geral, pelo qual todos aqueles que têm possibilidades, devessem espalhar pelas ruas trigo e grãos, para que em um dia de tanta solenidade os pássaros e especialmente as irmãs cotovias tivessem em abundância[12]".
Transformava-se como que em uma dessas crianças que estavam com os olhos cheios de admiração diante do presépio. Durante a celebração do natal em Greccio, narra o biógrafo, quando pronunciava o nome 'Belém' enchia a boca de voz e de muito afeto, produzindo um som parecido ao balido das ovelhas. E cada vez que dizia: 'Menino de Belém' ou 'Jesus', passava a língua sobre os lábios, como para saborear e reter toda a doçura daquelas palavras".
Há uma canção de Natal que expressa perfeitamente os sentimentos de São Francisco, diante do presépio e isso não surpreende se pensarmos que foi escrita, letra e música, por um santo como ele, Santo Alfonso Maria de Ligorio. Escutando-o no tempo de natal, deixemo-nos comover pela sua mensagem simples mas essencial:
Tu desces das estrelas ó Rei do
céu,
e vens em uma gruta no frio,
e no gelo...
A ti que sois do mundo o Criador,
faltam os pães, o fogo, oh meu
Senhor.
Caro eleito bebezinho, quanta
esta pobreza
mais me apaixona, já que te fizeste
amor pobre ainda.
Santo Padre, Veneráveis ​​Padres, irmãos e irmãs, Feliz Natal!
(Tradução Thácio Siqueira / www.zenit.org)
[1] Celano, Vida Primeira, 84-86 (Fontes Franciscanas, 468-470)
[2] Ib. 30, (FF 467).
[3] Celano, Vida Segunda, 200 (FF 788).
[4] H. Thode, Franz von Assisi und die Anfänge der Kunst des Renaissance in Italien, Berlin 1885.
[5] J. Guitton, cit. da R. Gil, Presencia de los pobres en el concilio, in "Proyección" 48, 1966, p.30.
[6] S. Leão Magno, Discurso 2 sobre a Ascensão, 2 (PL 54, 398).
[7] In AAS 54, 1962, p. 682.
[8] Cf. Il Gesú di Paolo VI, organizado por V. Levi, Milano 1985, p. 61.
[9] P. Damien Vorreux, Saint François d'Assise, Documents, Parigi 1968, p. 36.
[10] V. Mancuso, in La Repubblica, Venerdì 4 Ottobre 2013.
[11] Paulo VI, Evangelica testificatio, 18 (Ench. Vatic., 4, p.651).
[12] Celano, Vida Segunda,  151 (FF  787-788).
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Consultoria McKinsey ajudará a reorganizar os meios de comunicação do Vaticano
A multinacional contribuirá com um plano integrado para tornar mais eficaz e moderna a gestão da mídia da Santa Sé
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - A multinacional norte-americana McKinsey & Company prestará consultoria para reorganizar os meios de comunicação do Vaticano. A notícia foi comunicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé: "Por iniciativa da Pontifícia Comissão para Assuntos Econômicos e Administrativos da Santa Sé, após procedimento formal de concurso e seleção, foi confiada à McKinsey & Company a missão de fornecer uma consultoria que contribuirá para o desenvolvimento, em estreita parceria com os chefes dos departamentos envolvidos, de um plano integrado para tornar a gestão dos meios de comunicação da Santa Sé mais funcional, eficaz e moderna".
"O projeto de consultoria terá o objetivo de prestar à Comissão as informações necessárias para fazer ao Santo Padre as recomendações oportunas a este respeito", explica o comunicado à imprensa.
Ao mesmo tempo, em conjunto com a Pontifícia Comissão para Assuntos Econômicos e Administrativos da Santa Sé, estão sendo alinhados com os padrões internacionais todos os procedimentos contábeis de todas as entidades da Santa Sé. "A tarefa de trabalhar em parceria neste projeto foi confiada à rede internacional KPMG, após um processo de licitação e seleção", complementa o comunicado.
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Homem de 51 anos ateia fogo em si mesmo na Praça de São Pedro
Motivos ainda são desconhecidos
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Um homem de 51 anos ateou fogo ao próprio corpo na Praça de São Pedro na manhã de hoje, às 8h30 do horário de Roma, depois de despejar sobre si mesmo a gasolina que carregava em uma garrafa. Ele está hospitalizado em estado grave.
De acordo com a inspetoria vaticana, um sacerdote jesuíta que se dirigia para o trabalho na Cúria Romana acudiu o homem, usando a própria jaqueta para tentar apagar o fogo. Na mesma hora, dois agentes da patrulha da inspetoria de segurança pública do Vaticano entraram em ação e apagaram as chamas com um extintor. Uma ambulância levou o homem para o hospital Santo Spirito, onde foram constatadas queimaduras graves na parte superior do corpo. O paciente foi transferido imediatamente para o hospital San Eugenio.
Os dois agentes também foram atendidos no hospital por apresentarem problemas de respiração e queimaduras nas mãos.
Não se conhecem ainda os motivos que levaram o homem a cometer esse ato. Com ele foi encontrado um bilhete com o número de telefone da filha. O homem é casado e trabalha como vendedor ambulante.
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Francisco enviou um telegrama de condolências pela morte do cardeal Carles
O Santo Padre destaca "os grandes serviços prestados à Igreja" pelo cardeal espanhol
Por Redacao
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O Papa Francisco enviou ontem um telegrama de condolências ao cardeal arcebispo de Barcelona, Mons. ​​Lluís Martínez Sistach, por ocasião do falecimento do seu predecessor, o Cardeal Ricard Maria Carles Gordó, aos 87 anos de idade.
A Assessoria de Imprensa da Santa Sé informou que o Santo Padre reza pelo eterno repouso de "quem exerceu com diligente cuidado apostólico o ministério episcopal, primeiro como bispo de Tortosa e depois a frente dessa querida arquidiocese de Barcelona, entregando-se ​​constantemente à tarefa evangelizadora com sabedoria e generosidade e incentivando incansavelmente várias iniciativas pastorais, com grande proximidade aos sacerdotes, à vida consagrada e aos seminaristas, aos quais dedicou uma atenção especial".
Além disso, o pontífice recordou os "grandes serviços prestados à Igreja" pelo falecido cardeal e manifesta as suas condolências mais sinceras aos seus familiares, a todos os que o conheceram pessoalmente e aos fieis da arquidiocese.
(RED TS)
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O cardeal Koch encontra hoje, 18, o patriarca Kirill de Moscou e autoridades russas
O encontro com o patriarca de todas as Russias com o Papa Francisco e os cristãos no Oriente Medio estão no centro do colóquio
Por Redacao
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O cardeal Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, tem um encontro nesta quarta-feira, 18 de dezembro, com o Patriarca de Moscou e todas as Rússias, líder da Igreja Ortodoxa Russa e representantes do Ministério das Relações Exteriores em Moscou.
O cardeal irá abordar o tema do encontro entre o papa e o patriarca, apesar de não saber imediatamente nem a data nem o lugar. Também se discutirá a cooperação com a Rússia em questões internacionais, como sobre a Síria e a paz no Oriente Médio.
O cardeal adiantou os temas em uma coletiva de imprensa em Moscou, onde chegou no 14 de dezembro, de acordo com a agência Asia News. "Vamos discutir a relação entre nossas duas igrejas e como podemos aprofundar o trabalho em conjunto", disse.
Também se discutirá a situação dos cristãos no Oriente Médio – tema "que está no coração" tanto da Igreja ortodoxa russa, como do Vaticano – e a possibilidade da reunião entre o Papa e o Patriarca, da qual "não se pode definir agora uma data concreta". "O primeiro encontro da história entre o Papa e o Patriarca deve estar preparado para que seja realmente um passo de esperança para o futuro, disse.
Sobre o antigo problema da unidade na Ucrânia, colocado pelo Patriarcado de Moscou como o principal obstáculo para o encontro entre os dois líderes religiosos, Koch explicou um aspecto geralmente omitido em Moscou. "Estou de acordo com que a situação na Ucrânia é grave, mas além do problema entre as duas Igrejas, também existe um segundo ponto: a tríplice divisão da mesma Igreja Ortodoxa nesse país". Acrescentou que "para os católicos, é um problema não ter um único ponto de contato para o diálogo". Assim, o cardeal pediu para "fazer todo o possível para diminuir a tensão entre os ortodoxos na Ucrânia", considerando-a "um passo importante" no sentido de estreitar os laços com a Igreja Católica.
Koch desde o sábado está em uma visita à Rússia, a convite do arcebispo da Mãe de Deus em Moscou, mons. Paolo Pezzi. A viagem faz parte de um período de intensos contactos entre as duas Igrejas irmãs, cujas relações - disse o prelado - "estão melhorando". Em novembro, o ministro das Relações Exteriores do Patriarcado, o Metropolita Hilarion, reuniu-se com o Papa Francisco, enquanto que três outros altos funcionários do Vaticano chegaram a Moscou: o Cardeal Paul Poupard, o cardeal Angelo Scola, e Mons. Vincenzo Paglia.
Após a visita do presidente Vladimir Putin no Vaticano, no 25 de novembro, continua o diálogo entre a Santa Sé e o Kremlin em questões internacionais, tendo a Síria e o Oriente Médio no primeiro plano. Moscou está interessado em ouvir os pontos de vista do Vaticano sobre a evolução dos acontecimentos na região. O cardeal. Koch verá o vice-ministro de relações exteriores, Aleksey Meshkov, também ex-embaixador russo para a Itália.
(RED HSM/ TRAD TS)
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Cardeal Ouellet é confirmado como prefeito da Congregação para os Bispos
Papa Francisco nomeia também os membros do dicastério e confirma os consultores
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O papa Francisco confirmou o cardeal Marc Ouellet como prefeito da Congregação para os Bispos. O arcebispo emérito de Québec, hoje com 69 anos de idade, foi nomeado pelo papa emérito Bento XVI como chefe do mesmo dicastério, em 2010.
Francisco também nomeou os membros da Congregação: os cardeais Francisco Robles Ortega, arcebispo de Guadalajara, no México; Donald William Wuerl, arcebispo de Washington, nos EUA; Rubén Salazar Gomez, arcebispo de Bogotá, na Colômbia; Kurt Koch, presidente do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, e João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica.
Também foram nomeados dom Pietro Parolin, arcebispo de Acquapendente, secretário de Estado do Vaticano; Beniamino Stella, arcebispo titular de Midila, prefeito da Congregação para o Clero; Lorenzo Baldisseri, arcebispo de Diocleziana , secretário geral do Sínodo dos Bispos; Vincent Gerard Nichols, arcebispo de Westminster, na Grã-Bretanha; Paolo Rabitti, arcebispo emérito de Ferrara-Comacchio, na Itália; Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia-Città della Pieve, na Itália, e Felix Genn, bispo de Münster, na Alemanha.
Também foram confirmados como membros da Congregação os cardeais Tarcisio Bertone, Zenon Grocholewski, George Pell, Agostino Vallini, Antonio Cañizares Llovera, André Vingt- Trois, Jean -Louis Tauran, William Joseph Levada, Leonardo Sandri, Giovanni Lajolo, Stanislaw Rylko, Francesco Monterisi, Santos Abril y Castelló, Giuseppe Bertello, Giuseppe Versaldi e os monsenhores Claudio Maria Celli, José Octavio Ruiz Arenas e Zygmunt Zimowski.
O Santo Padre confirmou ainda os consultores do dicastério.
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Um pequeno presente de Natal do papa aos pobres
Nos refeitórios populares de Roma, serão distribuídos cartões de Natal assinados pelo Santo Padre e 4.000 bilhetes do transporte público local
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Por ocasião do Natal, dom Konrad Krajewski, responsável pela Esmolaria Apostólica, entregará aos pobres ajudados pela Igreja em Roma um pequeno e útil presente em nome do papa: serão distribuídos 2.000 envelopes nos refeitórios populares, cada um já com selo do Vaticano, para que os beneficiados possam enviar mensagens à família ou aos amigos.
Dentro de cada envelope haverá um cartão de Natal assinado pelo papa, cartões telefônicos e bilhetes do transporte público de Roma.
A direção da ATAC, a agência municipal dos transporte de Roma, ofereceu 4.000 bilhetes do metrô; os Correios do Vaticano ofereceram os selos e a Tipografia Vaticana doou os envelopes.
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Pregação Sagrada


Homilética: Quarto domingo do Advento
Comentário do Pe. Antonio Rivero, L.C. sobre a liturgia dominical
Por Pe. Antonio Rivero, L.C.
SãO PAULO, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Ciclo A
Textos: Isaías 7 , 10-14; Romanos 1, 1-7; Mateus 1, 18-24
Ideia principal: esse Deus que nasce é Deus-conosco, Emanuel. Façamos-Lhe um lugar no nosso coração, como Maria.
Resumo da mensagem: Depois de nos ter convidado a despertar (primeiro domingo do advento), a converter-nos (segundo domingo), e a alegrar-nos (terceiro domingo), hoje Deus nos convida aolhar a Maria, pois através Dela nos veio o Emanuel.
Aspectos da idéia:
Em primeiro lugar, esse Deus que vem através de Maria não é somente "o Deus que é... o que está... o que vê a dor do seu povo", mas que é o "Deus conosco que nos salva" (primeira leitura e evangelho). Deus feito homem, da estirpe de Davi (segunda leitura), cujo ultimo elo será José. É Emanu-El. Jesus é "Emanu", isto é, "conosco"; é um de nós, nosso irmão. Mas Jesus é "El", isto é, Deus. Se estivesse só "conosco", mas não fosse "Deus", não poderia salvar-nos. Se fosse só "Deus", mas não "conosco", a sua salvação não nos interessaria; Ele seria como um Deus desconhecido, longe das esperanças do homem. Dom gratuito de Deus à Maria e à humanidade. Isso foi possível "por obra do Espírito Santo", e isso significa que está em processo uma "nova criação". Este é o mistério teológico e profundo do Natal: de Deus Altíssimo que se tornou um Deus próximo, um Deus para os homens. Na primeira criação, Deus nos falava de um modo distante, através dos profetas. Agora, na nova criação, é Deus que nos fala ao coração através do seu filho.
Em segundo lugar, fixemos o olhar em Maria, de que nos veio o Emanuel. Deixou-se invadir pelo Espírito e pelo mistério. Engravidada por Deus, sem perder a virgindade. Como é a minha relação com o Espírito Santo?
Finalmente, se Deus está conosco e é o Emanuel, nada nem ninguém pode nos separar Dele. Isso sim, nós podemos dar-lhe as costas, viver como se Ele nunca tivesse vindo, como se nunca tivesse falado. Não nos serve para nada nem sequer que Deus esteja conosco, se não queremos estar com Ele, estar do seu lado. Por isso, o Natal é uma ocasião para sentir de novo a necessidade deste Salvador. E esta Salvação nos oferece em cada Eucaristia.
Para refletir: deixar este Emanuel nascer no nossa alma e estar conosco em casa, no nosso trabalho, nos nossos objetivos, nos nossos projetos. Só Nele está a salvação e a autêntica libertação. E com Ele alcançaremos a santidade, a graça e a paz (segunda leitura).
Qualquer recomendação ou pergunta podem comunicar-se com o Pe. Antônio pelo seguinte e-mail: arivero@legionaries.org
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Igreja e Religião


Dois cardeais e 400 refugiados e desabrigados
Quatrocentos refugiados e pessoas desabrigadas participaram do almoço organizado pela Associação Italiana Mensageiros da Paz e assistiram a Santa Missa, celebrada pelos cardeais Jean-Louis Tauran e Santos Abril y Castello
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O Cardeal Jean-Louis Tauran, Proto-Diácono do Colégio Cardinalício, e o Cardeal Santos Abril y Castello, Arcebispo da Basílica de Santa Maria Maior presidiram hoje, sexta-feira, 20 de dezembro o ágape de Natal da Associação Italiana Mensageiros da Paz junto ao "Centro de Estudos Superiores" dos Legionários de Cristo e o Ateneu Pontifício Regina Apostolorum em Roma.
Quatrocentos refugiados e sem-teto participaram da Santa Missa e do almoço organizado pela Associação Italiana Mensageiros da Paz.
Após a Santa Missa, o evento continuou com o almoço de Natal, na sede do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum, disponibilizado pelo Reitor, Pe. Jesús Villagrasa , LC.
A Associação italiana Mensageiros da Paz italiano aceitou o convite do Papa Francisco para ir ao encontro dos "últimos" e, graças também ao apoio decisivo da Banca Popular de Bari, em sinergia com o Centro Astalli, a Associação Binário 95 e a Comunidade de Santo Egígio estendeu o convite a cerca de 400 refugiados e desabrigados.
Carabinieres, Polícia fiscal e Polícia colocaram a disposição 10 veículos para levar os comensais à sede do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum.
Estiveram presentes, entre outros, o Ministro da Integração Social Keinge, o Assessor das Políticas Sociais da Cidade de Roma, Rita Cutini, e várias autoridades civis e militares, juntamente com o fundador da Associação "Mensageiros da Paz", Padre Angel Garcia.
A Associação, nascida na Espanha em 1962 por iniciativa do Padre Angel Garcia - um apóstolo dos nossos tempos - é uma grande família, presente em mais de 40 países em todo o mundo.
Estes são os números: 51.150 crianças e jovens passaram por vários lares adotivos e mesas sociais, 11.700 pessoas anciãs assistidas, 4.200 voluntários distribuídos em diferentes países, 3.900 empregados dos quais 92 % são mulheres, mais de oito milhões de chamadas suportadas através do Telefone Dourado para aliviar a solidão dos anciãos, 31.500 colaboradores que se comprometem pessoalmente com o seu tempo e a sua dedicação em atividades e projetos.
Na Itália, a Associação está presente com o Telefone Dourado que trabalha para dar apoio aos anciãos e às pessoas sozinhas e a cada ano é normal organizar um almoço de Natal para favorecer a familiarização entre os assistidos oferecendo-lhe alguma hora de serenidade e diversão.
(Trad.TS)
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A Igreja de Cuba olha para o futuro
Preparado o plano pastoral 2014-2020, a ser aprovado pelos bispos
Por Redacao
ROMA, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - A Igreja católica de Cuba realizou um encontro no santuário de Nossa Senhora da Caridade do Cobre, em Santiago de Cuba, organizado pelo departamento de coordenação pastoral do secretariado da conferência episcopal.
Em espírito de reflexão, oração e discernimento, os participantes prepararam o rascunho do novo plano global de pastoral a ser apresentado aos bispos cubanos em fevereiro.
"O plano", diz o site da Conferência Episcopal Cubana, "servirá para animar o caminho pastoral da Igreja em Cuba no período 2014-2020. Sua realização começará a partir de 8 de setembro do ano que vem".
A preparação do projeto pastoral levou em conta uma consulta às comunidades de todo o país e foi feita em duas partes, uma de avaliação e a outra de projeção, através de enquetes. O anúncio missionário do evangelho e o aprofundamento na fé, assim como a família, a comunidade cristã e o testemunho dos discípulos na sociedade, serão os alicerces do novo plano. "O eixo transversal é a conversão, manifestada na autêntica identificação com o estilo pessoal de Jesus Cristo, que pode despertar a nossa capacidade de colocar tudo a serviço da instauração do Reino".
O encontro foi presidido por dom Juan de Dios Hernández Ruiz, bispo auxiliar de San Cristóbal de La Habana e secretário geral da Conferência Episcopal Cubana. Também participaram do encontro dom Dionisio Guillermo García Ibáñez, arcebispo de Santiago de Cuba e presidente da Conferência Episcopal Cubana; dom Emilio Aranguren Echeverría, bispo de Holguín, e dom Wilfredo Pino Estévez, bispo de Guantánamo-Baracoa, além dos coordenadores de pastoral diocesana, dos secretários executivos das comissões nacionais e de outros religiosos.
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Peru: religiosa espanhola recebe o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2013
María del Carmen Gómez Calleja trabalha na selva amazônica peruana com os nativos Awajun Wampis
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - A religiosa espanhola María del Carmen Gómez Calleja, da congregação das Servas de São José, recebeu o Prêmio Nacional de Direitos Humanos 2013. A freira afirma que o seu sonho é "que os Awajun Wampis e todo o mundo amazônico nos ensinem o bom viver. Seria uma grande contribuição ao mundo".
Além de María del Carmen, o padre Gerald Veilleux também foi indicado ao prêmio especial concedido anualmente pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Peru.
Os prêmios foram entregues no último dia 10, data da Jornada Universal dos Direitos Humanos, como um ato de reconhecimento e um tributo às pessoas que trabalham arduamente em defesa dos direitos fundamentais no Peru.
A missionária espanhola trabalha no vicariato de San Francisco, em Bagua, na selva amazônica ao norte do país. De acordo com as informações da Agência Fides, "a irmã María del Carmen se recusou a assinar um informe oficial que continha irregularidades sobre o conflito social em Bagua; ela continua trabalhando para esclarecer os fatos e as responsabilidades políticas que provocaram o trágico episódio conhecido no país como 'Baguazo', no qual morreram trinta pessoas". 

Há 45 anos, a congregação de São José trabalha com os povos indígenas da Amazônia peruana, em Bagua, comprometida com a promoção das mulheres indígenas Awajun. A irmã María del Carmen trabalha naquela região há 6 anos e considera que a sua experiência "faz parte da linda história em que a mulher Awajum, mostrando várias características típicas da cultura do povo indígena da Amazônia, se tornou hoje uma mulher instruída. As professoras do nosso centro educativo foram primeiro estudantes nesse mesmo lugar. O contato com a cultura faz parte deste povo".
Para conhecer mais sobre a religiosa:
http://www.youtube.com/watch?v=eXHuc0C_Cuc&feature=youtu.be
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Haiti: famílias continuam fugindo, como a de José, Maria e Jesus
A Conferência Episcopal do Haiti denuncia a luta fratricida pelo poder e pede que o Natal seja celebrado como um encontro fraterno
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - "O drama sócio-político de muitos países, incluindo o nosso, é parecido em muitos aspectos com o do país de Jesus. O destino trágico do nosso povo está marcado por grandes sofrimentos e situações de conflito que acarretam forte impacto na vida de todos os haitianos e de toda a nação, tornando cada vez mais difícil a nossa convivência como povo". As palavras são dos bispos do Haiti em sua mensagem de Natal.
A Conferência Episcopal do Haiti destaca que "hoje continuamos criando situações de desconfiança e de exclusão que paralisam o nosso presente, ameaçam o nosso futuro e contribuem para alienar as nossas relações com Deus, com nós mesmos, com os outros e com o meio ambiente".
Os bispos mencionam em sua mensagem "a interminável luta fratricida pelo poder, a falta de respeito pelos outros, pelas normas e pelas leis; a crítica negativa e destrutiva; a degradação moral e a perda da moral; a má gestão administrativa e a corrupção; a polarização política, que causa paralisia; o aumento da intolerância a ponto de se chegar ao desprezo pelos outros; o crescente abismo entre ricos e pobres".
A mensagem prossegue dizendo que "o Menino Jesus foi vítima de ameaças e de exclusão. Maria e José fugiram com ele para o Egito. Como ele, muitas famílias haitianas continuam fugindo, enfrentando o mar, arriscando a vida para cruzar a fronteira, sofrendo humilhação, rejeição, exclusão e a negação dos seus direitos fundamentais. Nas suas viagens para o exterior em busca de uma vida melhor, elas encontram o abuso, a degradação, a xenofobia e até a morte".
Apesar de tudo, a Conferência Episcopal do Haiti faz um convite à esperança: "A celebração do Emmanuel traz para as famílias a oportunidade de se encontrarem; que para nós, haitianos, homens e mulheres, filhos e filhas da mesma terra, ela traga a possibilidade de um encontro fraterno para sairmos das nossas noites de medo, de desconfiança, de exclusão e de confronto".
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A terra de origem do cristianismo é esvaziada de cristãos
Desde o início deste milênio, revoluções e guerras sacodem os países do Oriente Médio em nome da democracia, matando o homem e destruindo as casas de Deus
Por Fadi Sotgiu Rahi, C.SS.R.
ROMA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O cristianismo viveu uma história cheia de amor, de aceitação, de testemunho, de doação, de martírio e de santidade. Ainda hoje, ele atravessa uma fase importante na sua história moderna, em especial no Oriente Médio, onde os cristãos testemunham a sua fé na Trindade, no Deus único, e onde dão a vida por Aquele que nos deu a dele.
Do Oriente, Deus fez surgir no mundo a luz da verdade. No Oriente, Deus se encarnou em Seu Filho, Jesus Cristo. A partir do Oriente, o mundo experimentou a salvação através do Salvador que nasceu para nos dar a vida.
Desde o início deste milênio, revoluções e guerras estão sacudindo os países árabes em nome da democracia, matando o homem, imagem de Deus sobre a terra, destruindo as igrejas, casas de Deus, e profanando as coisas sagradas em nome do Deus do Islã.
No Egito, o país em que a Sagrada Família se refugiou durante a infância de Jesus, os cristãos coptas estão oferecendo a Deus sacrifícios diários entre mártires e vítimas por causa da sua profissão de fé e da sua fidelidade a Cristo. No Iraque, na terra de Abraão, não faltam carros-bomba em frente de igrejas e nos bairros cristãos.
De Damasco, a cidade de São Paulo, a voz da igreja local, o patriarca da Igreja greco-católica melquita, Gregório III Laham, confirmou em várias ocasiões o sofrimento e a longa via-crúcis dos cristãos na Síria. Durante os últimos dois anos, cerca de sessenta igrejas foram danificadas e houve mais de 120 mil vítimas; a maioria, cristãos.
Enquanto isso, continuam a se esvaziar os vários povoados de antiga tradição cristã, como Maalula e Saydanaya. Não podemos nos esquecer, além disso, dos 6 milhões de refugiados no Líbano.
Todas as igrejas católicas e ortodoxas de diversos ritos estão sofrendo e participam deste martírio e desta cruz que aflige os cristãos. Os dois bispos ortodoxos sequestrados há meses e as 13 freiras raptadas há 15 dias na Síria, de quem ainda não temos notícias, põem à prova a fé dos cristãos sírios, que, apesar de tudo, ainda não esmoreceu.
Dizem que os cristãos são minoria no Oriente Médio. Isto é verdade em termos numéricos, já que os cristãos são cerca de 15 milhões em meio a 523 milhões de árabes. Mas ninguém pode negar que eles residem naquelas terras há seiscentos anos a mais que os muçulmanos e que todos juntos lá convivem há cerca de 1600 anos, não obstante toda dificuldade.
É verdade que muitos cristãos deixaram seus países em busca de uma vida melhor e digna de sua condição humana, mas também é verdade que ainda há muitas pessoas naqueles lugares que se recusam a abandonar suas terras, preferindo testemunhar e morrer onde nasceram. O povo de Deus, a Sua Igreja, é sempre um só, apesar da dor que o Oriente Médio vive. Uma dor que não é apenas de uma parte da Igreja, mas da Igreja inteira.
A Igreja do Ocidente não pode ficar olhando de braços cruzados a Igreja do Oriente subir o Gólgota, sem lhe dar a mão para carregar a cruz, como Nicodemos. Os cristãos orientais esperam muito das vozes dos cristãos do Ocidente, até agora, infelizmente, silenciosas.
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Arcebispo maronita: As crianças sírias invejam a estrebaria em que Jesus nasceu
Dom Samir Nassar, em mensagem de Natal: O extenuante conflito torna ainda mais forte a oração dos cristãos diante do presépio: Senhor, escutai-nos!''
Por Redacao
ROMA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - "Na Síria, não faltam companheiros para o menino Jesus: milhares de crianças que perderam a própria casa estão vivendo em barracas tão pobres quanto o estábulo de Belém", afirmou em sua mensagem de Natal o arcebispo maronita de Damasco, dom Samir Nassar, descrevendo as condições da infância síria neste advento.
No texto comovente, divulgado pela agência Fides, o arcebispo maronita expressou com descrições dilacerantes os sentimentos compartilhados por muitos cristãos sírios ao se aproximar mais um Natal em guerra. Dom Nassar ressalta que "a infância da Síria, abandonada e marcada por cenas de violência, sonha em estar no lugar de Jesus, que sempre teve junto dele os pais que o abraçavam e acariciavam (...) Alguns invejam o menino Deus, que encontrou uma estrebaria para nascer e se refugiar, ao passo que, em meio àqueles pequenos sofredores, há quem nasceu debaixo das bombas ou em plena estrada durante a fuga".
Maria, continuou o arcebispo, "não está sozinha nas suas dificuldades: muitas mães infelizes vivem na pobreza extrema e carregam nas costas todas as responsabilidades da família, sozinhas, sem os maridos, nesta guerra... A presença tranquilizadora de José na Sagrada Família desperta uma espécie de inveja entre as milhares de famílias privadas de um pai. Uma ausência que alimenta o medo, a angústia e a inquietude".
Na situação despedaçada do povo sírio, escreveu dom Nassar, não parece haver lugar para a promessa da paz nem para a alegria que o Natal envolve: "O barulho infernal da guerra afoga o glória dos anjos. A sinfonia de Natal pela paz se abafa diante do ódio e da crueldade atroz".
O arcebispo maronita de Damasco finalizou a mensagem garantindo, porém, que justamente "o extenuante prolongar-se do conflito, que já supera os mil dias, torna ainda mais forte o grito de oração e de esperança dos cristãos perante o presépio: 'Senhor, escutai-nos!'".
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O Natal é a festa do canto dos anjos
Com o presépio, São Francisco tornou visível o mistério do Natal
Por Sergio Mora
ROMA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Na igreja de Santa Maria in Navicella, conhecida também como a "Chiesa Nuova" em italiano e situada entre o Vaticano e o centro de Roma, o Coral Pontifício da Capela Sistina apresentou no último sábado, 14 de dezembro, um concerto natalino que começou com canto gregoriano e terminou com uma interpretação do Adeste Fideles que acrescenta um trecho da versão britânica. A versão entrou no repertório depois que o coral da Sistina cantou com o coro anglicano da abadia de Westminster, em Londres.
Após o evento, o mestre de cerimônias do Vaticano, mons. Guido Marini, se dirigiu aos presentes e ao coral e agradeceu não apenas pelo concerto, mas por todo o trabalho feito durante o ano nas celebrações litúrgicas do papa.
"O natal é justamente a festa do canto, mas a festa de um canto muito particular: a festa do canto dos anjos. Um canto cuja beleza é inacessível e inalcançável, porque ninguém consegue alcançar a voz angélica, por mais talentoso que seja. Mas também porque eles cantam seguindo a vontade de Deus", disse Marini.
Falando para os membros do coral, ele prosseguiu: "Vocês têm essa graça enorme, essa grande tarefa de ser o eco do canto dos anjos na liturgia. E por isso nós agradecemos. Nós sabemos que não podemos cantar como os anjos do Natal, mas, com a nossa vida, podemos de alguma forma glorificar a Deus, e, na medida em que a nossa vida estiver em sintonia com Ele, a nossa vida se transforma num canto de glória".
"O que eu lhes desejo este ano é justamente isso: que os anjos que cantam nos ajudem a recordar que a nossa vida é autêntica quando ela se rende à vontade de Deus. O desejo mais belo que podemos formular para quem canta não é apenas que essa experiência do canto se prolongue no tempo, mas, principalmente, que a vida deles se torne um canto".
Ao terminar a cerimônia, perguntado por ZENIT sobre a importância do presépio e dos cantos para o menino Jesus nas casas das famílias, mons. Marini declarou:
"É importante porque a tradição do presépio, que nasceu no coração e na mente de São Francisco, era justamente o desejo de tornar visível e tangível o mistério do Natal. Manter viva essa tradição, consolidá-la, alimentá-la, eu acho que é muito importante para termos familiaridade com o coração do mistério do Natal".
"O canto natalino em família, na dimensão popular do canto, é importante porque é um reflexo do canto dos anjos. E a nossa vida, em especial no Natal, tem que ser um canto. E ela é, se aderimos a Deus, que se faz criança".
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O Papa envia os seus principais colaboradores para confessar na Igreja do Espírito Santo em Sassia
O reitor Bart anunciou ontem que a partir de agora vai ser normal ver bispos e cardeais sentados no confessionário da paróquia. Na sexta-feira passada, estava o Arcebispo Beniamino Stella
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Na última sexta-feira, às três da tarde, o prefeito da Congregação para o Clero, o arcebispo Beniamino Stella, sentou-se para confessar como um sacerdote qualquer na igreja do Santo Espírito in Sassia, dedicada à Divina Misericórdia, a poucos passos do Vaticano. Foi o relatado pela revista espanhola ABC, destacando que este foi o primeiro passo de uma iniciativa do Papa Francisco que terá a participação de vários cardeais e bispos da Cúria Romana.
Durante a Missa de domingo, o reitor Jozef Bart anunciou que a partir de agora vai ser normal ver sentados no confessionário à esquerda da paróquia os "principais colaboradores do Papa". O confessionário da direita, de fato, já está ocupado por Mons. Konrad Krajewski, o novo Esmoler de Sua Santidade, que confessa os fieis a cada dia naquele lugar há muitos anos.
Além disso - relata o jornal - o pároco explicou que "esta iniciativa, programada já há algum tempo, tinha previsões para começar no mês de janeiro". No entanto, "esta semana – disse o sacerdote – recebemos a notícia de que o Papa queria que começasse já".
Francisco insistiu em várias ocasiões sobre a  importância do Sacramento da Reconciliação e sobre o fato de que confessar seja um "dever" de cada pastor. Ele mesmo confessou alguns fieis durante as visitas nas paróquias romanas, como também no passado mês de julho na Jornada Mundial da Juventude. Mons. Bart espera portanto que o Pontífice possa vir algum dia desse a confessar na Igreja, embora "não saibamos quando".
A paróquia do Espírito Santo em Sassia está localizada no Borgo Santo Spirito, atrás do hospital de mesmo nome, exatamente atrás da Cúria Geral dos Jesuítas. Em 1994, o Beato João Paulo II dedicou a igreja ao culto da Divina Misericórdia difundida pela Santa Faustina Kowalska, tornando-se assim ao longo dos anos um ponto de encontro para os muitos fieis poloneses na Itália. (RED SC/ TRAD TS)
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A cruz permanecerá no Parlamento polaco por decisão judicial
Tribunal decide que se trata de um importante símbolo da identidade nacional e da cultura polonesa. Para os bispos: a retirada é uma medida totalitário
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Um tribunal de Varsóvia decidiu no último dia 9 de dezembro que o crucifixo poderá permanecer no Parlamento da Polônia (Sejm) já que, de acordo com a sentença, "não viola nenhum direito". "Embora a cruz seja um símbolo religioso, não pode ser ignorada a sua importância como um símbolo da identidade nacional e da cultura polonesa", argumentou o tribunal. O veredicto rejeita assim o pedido apresentado pelo partido polonês Movimento Palikot que pedia retirar a cruz da câmara baixa.
A decisão põe fim a este processo, iniciado em 2011, quando um grupo de deputados levou aos tribunais a presença do crucifixo na parede frontal do hemiciclo que preside a sala do plenário do Sejm. Para os demandantes a presença da cruz "viola os seus direitos à liberdade de consciência e de religião", ao mesmo tempo que vai contra as disposições da Constituição da Polônia e das diretrizes da União Europeia.
Depois do veredicto, o líder do Movimento Palikot, Janusz Palikot, criticou a decisão judicial e adiantou que levará o caso ao tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo.
Vários políticos celebraram a sentença, considerando que reflete o sentir da maioria dos poloneses. "Este caso era uma piada grotesca", disse Andrzej Jaworski, deputado da oposição Lei e Justiça e responsável do comitê do partido para combater o ateísmo. "Formava parte da guerra do Movimento Palikot contra a cruz", acrescentou.
Durante vários anos, uma parte da sociedade polonesa pede para que sejam removidos dos edifícios públicos, escolas, hospitais e instituições estaduais do Estado os crucifixos e outros símbolos católicos. Os sucessivos governos têm feito ouvidos moucos a este pedido.
Enquanto isso, os bispos poloneses acreditam que a remoção da cruz desses lugares seria uma medida "totalitária".
De acordo com uma pesquisa de opinião realizada em 2011 , o 71% dos poloneses são a favor da permanência dos crucifixos.
(RED IV/ TRAD TS)
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EUA: nasce a Jornada de Oração pelas Vítimas do Tráfico Humano
Os bispos a convocam a cada 8 de fevereiro, festa de S. Josefina Bakhita, a menina sequestrada no Sudão e vendida como escrava. Uma forte mensagem contra esse mal
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - A Igreja nos Estados Unidos instituiu o dia 8 de fevereiro como a Jornada de Oração pelos sobreviventes e Vítimas do Tráfico Humano, conforme relatado pelo Comitê para a Migração da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB) no último 12 de dezembro.
O dia escolhido coincide com a festa de Santa Josefina Bakhita, que sendo menina foi sequestrada no Sudão e vendida como escrava. Esta correspondência tem um importante sentido, não somente pelo fato de que a santa tenha padecido em carne própria as consequência do tráfico humano, mas porque depois de ser liberta Josefina Bakhita dedicou a sua vida ao serviço de Deus e a ajudar os pobres e sofredores, sendo o seu testemunho de vida uma forte mensagem contra a escravidão, tanto material quanto espiritual.
Em uma declaração oficial da USCCB, os bispos disseram que "os católicos são convidados a orar pela cura emocional, física e espiritual das vítimas, e a assumir um compromisso pessoal de trabalhar contra o tráfico humano".
"Nesse dia, levantaremos nossas vozes com força de oração, esperança e amor pelas vítimas do tráfico e os seus sobreviventes", explicou o bispo auxiliar de Seatle e presidente do Comitê, Mons. Eusébio Elizondo.
Durante o dia, também se realizarão vários eventos para conscientizar sobre esta problemática e arrecadar fundos para combater e prevenir contra este mal, que está ainda presente de forma preocupante em diferentes países do mundo.
A iniciativa se soma à ações do Programa Anti-Tráfico da USCCB, que visa melhorar a proteção das vítimas, prestar assistência técnica e educação para os prestadores de serviços e formar a opinião pública sobre o assunto.
Para mais informações: http://www.usccb.org/news/2013/13-237.cfm
(RED IV/ TRAD TS)
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Comunicar a fé hoje


"O Natal é a festa do canto dos anjos
O Mestre de Cerimônias Papal, Monsenhor Guido Marini exorta a manter vivas as tradições musicais e o presépio
Por Sergio Mora
ROMA, 18 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Na igreja de Santa Maria in Navicella, mais conhecida como "Igreja Nova", situada entre o Vaticano e o centro histórico de Roma, no passado 14 de dezembro, o Coro pontifício da Capela Sistina teve um concerto de Natal, que começou com um canto gregoriano e terminou com um Adeste Fidelis, em uma versão que acrescenta uma parte da versão britânica, que entrou no repertório depois de que o coro da Sistina cantou com o coro anglicano de Westminster , em Londres.
Concluído o evento, o Mestre de Cerimônias, monsenhor Guido Marini, dirigiu algumas palavras aos presentes e ao coro dirigido pelo salesiano mons. Massimo Palombella, agradecendo-lhes não só pelo concerto do sábado passado, mas por todo o trabalho feito durante o ano, nas celebrações litúrgicas do Papa.
Olhando para o coro, Monsenhor Marini acrescentou: "Vocês tem esta grande graça e esta grande tarefa de ser de alguma forma o eco do canto dos anjos na liturgia, e agradecemos isso". Depois exteriorizou este pensamento: "ao mesmo tempo sabemos que não podemos cantar com as nossas vozes como na Capela Sistina e muito menos como os anjos do Natal, mas podemos de alguma forma glorificar com a nossa vida, e na medida em que está em sintonia com o Senhor, a nossa vida se torna um canto de glória".
"O que desejamos este ano é isso: que depois de ter participado deste concerto e de ter ir ido com o pensamento na gruta de Belém, os anjos que cantam nos ajudem a recordar que a nossa vida é autêntica na medida em que se torna um canto e adere sempre mais à vontade de Deus", disse.
" Porque o voto mais belo que podemos desejar a quem canta – acrescentou Monsenhor Marini – não é somente que esta experiência do canto possa continuar mas também e especialmente que a sua vida possa ser um canto".
Após a cerimônia, perguntado por ZENIT sobre a importância de que as famílias se comprometam a armar o presépio e também de organizar algum canto para Jesus Menino, Marini disse: "Acho que seja importante, porque a tradição do presépio, assim como nasceu no coração e na mente de São Francisco, é justamente o desejo de fazer sensível, palpável de alguma forma, o mistério grande do Natal. Em uma forma também muito popular, portanto muito compreensível também a todos. Assim, acho que manter viva esta tradição, consolidá-la, alimentá-la seja muito importante para que se possa realmente ter familiaridade com o coração do mistério do Natal".
"E, ao mesmo tempo - disse o mestre de cerimônias do Papa – o canto do natal entre as famílias, nesta dimensão popular do canto , é importante porque é um reflexo do canto angelical e, especialmente no Natal, a nossa vida deve ser um canto e o é na medida em que aderimos àquele Deus que se faz criança".
(TRAD TS)
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Homens e Mulheres de Fé


Um novo santo jesuíta: Pedro Fabro
O papa autorizou também a promulgação dos decretos sobre o milagre atribuído à intercessão de Maria Teresa Demjanovich e sobre as virtudes heroicas de Emanuel Herranz Establés e Jorge Ciesielski
Por Redacao
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O papa Francisco recebeu em audiência privada o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e, após ouvir o relatório do prefeito, estendeu a toda a Igreja o culto litúrgico em honra do beato Pedro Fabro, sacerdote professo da Companhia de Jesus, nascido em Le Villaret, na França, em 13 abril de 1506, e morto em Roma em 1º de agosto de 1546, inscrevendo-o assim no catálogo dos santos.
Francisco também autorizou a Congregação a promulgar os seguintes decretos:
- sobre o milagre atribuído à intercessão da venerável serva de Deus Maria Teresa Demjanovich, irmã professa da congregação das Irmãs da Caridade de Santa Isabel, nascida em Bayonne, Estados Unidos da América, em 26 de março de 1901, e morta em Elizabeth, no mesmo país, em 8 de maio de 1927;
- sobre as virtudes heroicas do servo de Deus Emanuel Herranz Establés, sacerdote diocesano e fundador das religiosas Servas da Virgem Dolorosa, nascido em Campillo de Dueñas, Espanha, em 1º de janeiro de 1880, e morto em Madri em 29 de junho de 1968;
- sobre as virtudes heroicas do servo de Deus Jorge Ciesielski, leigo e pai de família, nascido em Cracóvia, Polônia, em 12 de fevereiro de 1929 e morto no Egito em 9 de outubro de 1970.
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Espiritualidade


Propósitos de Natal
Dom Walmor, arcebispo de Belo Horizonte, convida a renovar propósitos nesse Natal
Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo
BELO HORIZONTE, 20 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O Natal é tempo propício para eleger e retomar propósitos, uma preparação qualificada com reflexos no percurso dos dias do novo ano que se aproxima. Assumir propósitos é um exercício educativo e indispensável. São metas desenhadas no horizonte da existência, que precisa ser qualificada. Definir e planejar objetivos são tarefas que podem garantir as correções de rumos, o alcançar de entendimentos indispensáveis e o ajustamento de condutas nos contextos familiar, institucional e social. As metas não podem ser pensadas apenas nas engrenagens empresariais e institucionais, pois a vida não se constrói sem disciplina individual.
Indispensável é o propósito de cada um compreender-se como pessoa humana, coração da paz. Deve se tornar inegociável e compromisso determinante a atitude diária de respeitar o próximo. Um respeito testemunhado em cada gesto e palavras, no cuidado com aquilo que é público e está a serviço de todos. Há uma gramática própria no coração humano que precisa ser recuperada dos desgastes que o consumismo, a indiferença e a mesquinhez do egoísmo e da ganância produzem, desfigurando a humanidade, impulsionando corações ao ódio, à violência, à vingança, que matam a fraternidade como missão e propriedade do ser humano. Essa gramática do coração humano se recompõe pela reconquista do sentido de transcendência, exercitado pela espiritualidade.
A vida vivida, construída e entendida apenas do lado de fora, conduzida por exterioridades, desgasta culturas e pessoas, produzindo cenários desoladores, da miséria à violência.  A espiritualidade exercitada como competência no reconhecimento do lugar central de Deus na própria vida se desdobra em compromisso com a ecologia da paz, isto é, a igualdade da natureza de todas as pessoas. Esta compreensão produz sensibilidade na consideração da realidade social, aquela próxima de cada um de nós, deixando-se incomodar pelas insidiosas desigualdades no acesso a bens essenciais, como água, comida, saúde e moradia. Dessa consideração, surge a prática de pequenos e grandes gestos, o compromisso de cada cidadão no cuidado para com os pobres.
Não importa se o que cada um faz seja como uma gota d'água no oceano, pois o oceano é feito de gotas d'água. São indispensáveis todos os gestos de solidariedade de cada um. Esta tarefa educativa permanente dos corações deve ser assumida pela família. Se cada família for conduzida como comunidade de paz, se tornará uma permanente escola de solidariedade, capaz de modular, de modo humanístico e justo, a sociedade contemporânea. A família é o lugar primário das relações humanas e, consequentemente, da sociedade. Nela não se pode perder o sentido dos ritos, a aprendizagem dos limites e do respeito incondicional à vida. Se o sentido da paz não for aprendido na família, ficará comprometida a gramática do coração humano. Monstros nascerão, as arbitrariedades presidirão as dinâmicas da sociedade e traçada estará uma avalanche de relativizações.
Avançar na contramão das violências que desfiguram a sociedade supõe assumir o propósito de não se deixar vencer pelo mal. É preciso superá-lo com o bem. O mal tem o rosto de quem o escolhe. É praticado por quem se esquiva das exigências do amor. A competência para o bem moral nasce do amor, manifesta-se e é orientado por ele. E esse amor está plenamente manifestadoem Cristo Jesus, o Salvador da humanidade. Celebrar o seu Natal é antes e acima de tudo compreender a lógica do amor, não permitindo, por nenhuma razão ou título sua camuflagem com ilusórias escolhas e passageiras comemorações.
O grande propósito prático e incidente é vencer o mal com o bem, sempre e em todas as circunstâncias, dedicando particular atenção ao bem comum com suas vertentes sociais e políticas. O propósito de ouro é buscar o bem do outro como se fora o seu. Ainda mais precioso, com efeitos revolucionários, é a meta indicada por Jesus de não se fazer aos outros o que não se deseja a si mesmo. Que o caminho para a paz seja percorrido com a convicção de que a paz não pode ser alcançada sem justiça, e não há justiça sem perdão. Perdoar e fazer o bem devem ser sempre os propósitos de Natal.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
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Presentes históricos
Dom Alberto Taveira Correa fala sobre o Natal
Por Dom Alberto Taveira Corrêa
BELéM DO PARá, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - O que fazer dos muitos presentes recebidos nos natais passados e no natal que se aproxima? Muita gente acumula coisas em casa e ficam abarrotados quartos de brinquedo, armários com aquelas coisas que "um dia poderão servir" ou se transformam mimos em enfeites em profusão, espalhados pela casa. Há pessoas que logo encontram destinação adequada ao que é realmente útil, ou, melhor ainda, sabem partilhar o que se lhes torna supérfluo. Entretanto, valem os gestos de amizade, a troca de atenções e a generosidade dos dias de fim de ano.
Só que os presentes do presente Natal são apenas ponto de partida para outra conversa. É que a humanidade recebeu um presente, o maior de todos, quando o Verbo de Deus se fez carne no ventre da Virgem Maria. Não se trata de um acontecimento de somenos importância, mas "do acontecimento" que mudou a história do mundo, diante do qual mudaram-se as datas e os corações das pessoas. E os cristãos, chamados a cuidar do grande legado da fé, têm a responsabilidade de anunciar a todos a grande notícia, que é alegria para todo o povo e todas as gerações. "Natal é o encontro com Jesus. Deus sempre buscou seu povo e o guiou, tomou conta dele e prometeu que estaria sempre perto. No Livro do Deuteronômio lemos que Deus caminha conosco, guia-nos pela mão como um pai faz com seu filho. Isto é maravilhoso. O Natal é o encontro de Deus com seu povo, e é também um mistério de consolação" (Papa Francisco, em recente entrevista ao jornal italiano "La Stampa").
O presente de Deus à humanidade é sinal da condescendência para com cada pessoa e com todas as situações vividas. Lição de carinho pensado desde a eternidade no plano de Deus, com o qual fomos feitos por amor, no amor e para o amor. Um mundo que foi planejado para que as pessoas sejam felizes, e não para a perdição. A plenitude dos tempos, seu amadurecimento realizado irrompeu quando a Virgem Maria deu à luz o Menino de Belém.
Sua presença veio mostrar que a vida humana vale muito, tanto que tem o preço do amor infinito de Deus. Em tempos como o nosso, em que a vida é vilipendiada, desprezada e jogada no lixo das cidades e da história, o Menino do Presépio é testemunha de que a humanidade só encontrará sua estrada de realização e felicidade quando a sementinha de vida for acolhida com amor, tratada com carinho e custodiada da fecundação até seu ocaso natural. Não podemos iludir-nos! As falcatruas legais com as quais a vida vem a ser destruída trarão suas consequências, pois o salário do pecado é a morte (Cf. Rm 6, 23).
A Sagrada Escritura está recheada de repreensões feitas pelo Senhor a um povo de cabeça dura. Os sucessivos profetas não hesitaram em lançar em rosto justamente ao povo que pertencia a Deus suas censuras. E o povo de nosso tempo, cuja herança da fé cristã foi dada em legado, o que fez dos valores do Evangelho? Não é segredo que muitas vezes o "mea culpa" do reconhecimento dos pecados foi feito por nós cristãos e haverá de ser sempre atual. Não basta enfeitar-nos em trajes de festa e jogar para debaixo do tapete nossa incoerência. Somos nós os que primeiro devem tomar consciência de que os valores do Evangelho, como a verdade e a sinceridade, o amor à vida e a seriedade na administração dos bens materiais e espirituais, foram desprezados e a esperteza ou os interesses passaram na frente. A falta de lisura na prestação de contas, os desvios de verbas públicas e o "por fora" da corrupção são absolutamente incoerentes com o cristianismo. Cuidar do presente recebido de Deus é ter a coragem de recomeçar, reconhecer erros cometidos, limpar as mãos e o coração. Este é um apelo urgente, em nome do Natal.
A história mostra que o cristianismo, malgrado as falhas de todos os que o professam, gerou cultura. É impensável separar a arte dos séculos passados da benéfica influência do Evangelho. Nasceram da Igreja expressões pictóricas e esculturais e peças musicais em profusão. Em muito, foi à sombra da Igreja que o teatro se desenvolveu e consolidou. Os monumentos históricos têm incrustados em seus traços as virtudes e os pecados de gerações de cristãos. E a educação, ou a saúde e tantas ações sociais? A sensibilidade e a solidariedade foram cultivadas a partir do Evangelho e por ele sustentadas. Ignorar a Igreja, pretender jogá-la no lixo da história é no mínimo injustiça. Mas é ainda cegueira pura a pretensa iluminação dos que julgam ser os novos criadores do universo a partir do nada. Assistimos em nossos dias ao espetáculo do laicismo militante, tributário dos muitos desastres que já se entreveem. Parecemos crianças que teimam em por a mão na tomada. O choque já veio e virá!
Muito maior é a vertente positiva, com a qual podemos celebrar mais uma vez o Natal. Continuam verdadeiros os sentimentos mais autênticos nascidos do Presépio. É ainda e sempre será bom e bonito espalhar presentes, ir ao encontro dos mais pobres, experimentar a partilha dos bens, sorrir, saudar os outros com afeto. É nosso programa para estes dias, para recuperar todas as lições dos muitos natais da história e de nossa vida pessoal. É do Papa Francisco a lição do Natal de 2013, na citada entrevista: "Deus nos diz duas coisas. A primeira: tenham esperança. Deus sempre abre as portas e nunca as fecha. Ele é o pai que nos abre as portas. Segunda: não tenham medo da ternura. Quando os cristãos se esquecem da esperança e da ternura se transformam numa Igreja fria, que não sabe para onde ir e se enrola em ideologias e atitudes mundanas, enquanto a simplicidade de Deus te diz: vai para frente, eu sou um Pai que te acaricia. Tenho medo quando os cristãos perdem a esperança e a capacidade de abraçar e acariciar".
É tempo de preparar-se, despojando-nos de preconceitos, purificando o coração, jogando fora o que existe de mais velho em nós, o egoísmo, para revestir-nos dos mesmos sentimentos, que foram os de Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido em Belém, morto e ressuscitado, presente na história, vivo para sempre. A Ele sejam dadas a honra e a glória, hoje e em todos os séculos, pela eternidade.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém – PA
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Análise


Feliz Natal, Beirute, cidade sorriso!
O Líbano deveria ser visto na Europa como um país de diversidade, importante para o futuro da humanidade. Mas só os conflitos e atentados monopolizam a atenção pública.
Por Lorenzo Pisoni
ROMA, 19 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Beirute, aquela cidade tão bela e privilegiada pelo seu entorno geográfico, só volta à berlinda nos estreitos espaços da atenção europeia em casos de atentado.
O conflito perene entre muçulmanos sunitas e xiitas (Hezbollah) parece não acabar nunca. E são as notícias sobre este confronto o que monopoliza as atenções da União Europeia.
Mas o Líbano não é só isso. O Líbano é também cristianismo e tradições cristãs. E a riqueza extravasa as fronteiras da religião e descortina a opulência que também no Líbano está difundida.
O problema da insegurança não é visível em qualquer esquina. No centro e nas áreas cristãs, a situação é calma. Nas áreas habitadas por muçulmanos é um pouco mais arriscado aventurar-se, embora os policiais libaneses façam controles ferrenhos até mesmo dos carros estacionados. O risco de atentados, afinal, é sério: a situação pode explodir num milésimo de segundo e fazer com que a doce tranquilidade dê lugar às armas.
A voz do Líbano que deveria chegar até a Europa é a de um povo diversificado, berço da civilização fenícia, um povo avançado que poderia ser autossuficiente no tocante aos seus recursos econômicos. Uma nação importante para o futuro da humanidade.
No aeroporto internacional de Beirute, cujo nome homenageia Hariri, o primeiro-ministro assassinado, considerado uma personalidade importante por todas as diferentes facções religiosas do país, há uma série de fotografias tridimensionais que retratam partes da cidade antes da guerra, durante e depois. Nessas fotos, percebe-se a evolução de um país e do seu povo, que, apesar dos inúmeros problemas, tem sido capaz de caminhar para frente. No souk central, fotos ilustram a riqueza da cidade mesmo no período otomano.
O Líbano também celebra o Natal. Nos bairros cristãos, vemos árvores de Natal e presépios. Nos bairros muçulmanos, somente as árvores. No Líbano também existe humanidade. A cor que se destaca nas decorações de Natal é o branco, o mesmo branco da neve das montanhas ao redor de Beirute. E, mesmo durante as festividades, também prossegue a reconstrução dos edifícios: já restam poucos ainda semidestruídos.
A capital do País dos Cedros está se tornando cada vez mais uma cidade de aspecto moderno, que decola para um futuro ainda incerto. Esta cidade continua a ser amada, quem sabe graças àquela mistura de velho e de novo que a torna única, mas que leva, infelizmente, em alguns casos, ao conflito de todos contra todos.
Talvez, um dia, Beirute consiga se tranquilizar. Enquanto isso, desejamos a ela um feliz Natal.
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Flash


Concerto de Natal irá relembrar crianças atingidas por tufão nas Filipinas
Coral Totus Tuus, em parceria com a Cáritas Brasileira no Santuário Dom Bosco em Brasília
Por Redacao
BRASíLIA, 17 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Hoje, terça-feira, dia 17 de dezembro, o Coral Totus Tuus, em parceria com a Cáritas Brasileira, irá apresentar, em Brasília, um Concerto de Natal em prol da campanha SOS Filipinas.
Este evento tem como objetivo lembrar o grande número de crianças vítimas da tragédia ocorrida no país. O coral é formado por crianças entre 8 e 14 anos e foi idealizado por Paulo Bittencourt. O projeto busca resgatar a música Sacra e desenvolver ações voltadas para a arte e a cultura.
O Concerto acontecerá no Santuário Dom Bosco, na 702 sul, a partir das 20h. A entrada é franca.
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ZENIT parabeniza o Papa Francisco pelo seu aniversário
E convida os seus leitores para que como presente rezem pelo santo padre, como ele sempre pediu
Por Redacao
ROMA, 16 de Dezembro de 2013 (Zenit.org) - Santidade, o Senhor Misericordioso nos deu um grande dom.
A sua eleição como pontífice nos alegra e nos motiva a ousar cada dia na generosidade e amor.
Com afeto, fidelidade e oração.
Feliz aniversário, Papa Francisco!
A redação de ZENIT
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Prezado Augusto César Ribeiro Vieira,

Augusto de Piabetá deseja recomendar o seguinte arquivo:
Rebeldes sírios apoiados pelos EUA massacram vila cristã

Favor clicar no seguinte link para ver a colaboração

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Que Deus te abençoe,
Gloria.tv